Quem tem Susi, não tem Barbie. Pelo menos é o que dizem as mulheres entrevistadas por Mara Carvalho, autora de "Susi, o Musical", em cartaz em São Paulo até 12 de abril.
A montagem, além de dar vida à boneca brasileira, é protagonizada por Victor, um menino absorvido pelas telas e distante do próprio imaginário.
Ele embarca em uma jornada ao lado de Susi, vivida pela cantora Priscilla.
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O espetáculo constrói um percurso de autoconhecimento ao abordar identidade, pertencimento e pressão por padrões —temas que a autora afirma ter encontrado ao investigar a trajetória da boneca.
"Fui descobrindo um universo muito rico, interessante, que não só envolvia as bonecas, mas o mundo real", diz ao F5.
Na pele de Susi está Priscilla, que estreia como protagonista no teatro musical. A atriz e cantora diz que o papel carrega uma responsabilidade específica: lidar com um ícone que atravessa a memória coletiva.
"A gente queria representar esse sentimento do jeito mais puro e sensível possível", diz.
Para alcançar esse registro, ela conta que precisou conter a própria imagem já consolidada na música. "Ali no palco, a Priscilla não pode aparecer, só a personagem", diz, ao apontar esse como o principal desafio do processo.
Com carreira construída no meio musical, ela vê a experiência menos como ruptura e mais como continuidade de um movimento que já vinha sendo planejado.
"Eu sempre quis teatro musical. Falei sobre isso em várias entrevistas".
A recepção do público tem sido positiva, ela diz. Priscilla afirma que já conhecia a resposta em relação à sua voz, mas não sabia como seria avaliada como atriz. Segundo ela, o retorno tem destacado a entrega cênica no mesmo nível da performance musical.
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