Cuiabá, Terça-Feira, 14 de Abril de 2026
FILHO DE CÁSSIA ELLER
14.04.2026 | 14h00 Tamanho do texto A- A+

Chico Chico explica por que não usa sobrenome Eller

Em entrevista ao Metrópoles, Chico Chico, que se apresenta em Brasília em 25 de abril, falou sobre sua carreira e trajetória com a música

Reprodução/Instagram

Ilustração

LETÍCIA PERDIGÃO
DO METRÓPOLES

O cantor e compositor Chico Chico é uma das atrações do Música Urbana Festival, que acontece no dia 25 de abril, em Brasília. No palco, ele divide a programação com nomes como Capital Inicial e Nando Reis. Francisco Ribeiro Eller, nome de batismo, é filho de Cássia Eller e do baixista Tavinho Fialho. Apesar da herança de peso, ele fez uma escolha clara sobre sua identidade artística: optou por não usar Eller, o sobrenome famoso da mãe.

 

Em entrevista ao Metrópoles, o cantor conta que a escolha do nome artístico surgiu de forma natural. Chico explica que o termo sempre foi um apelido usado por pessoas próximas: “No começo nem pensei muito, só fui usando. Acabou ficando porque é um nome que me deixa mais à vontade, mais próximo de quem eu sou mesmo. Não tem muito cálculo”.

 

Sobre a fama da mãe, Chico reconhece que ser filho de uma artista consagrada abre portas, mas utiliza isso para garantir sua liberdade:

 

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Eu reconheço que isso existe, seria estranho negar. Mas, ao mesmo tempo, o que eu faço com isso é tentar ser fiel ao que eu acredito. Não adianta muita coisa abrir porta se eu não tiver vontade de estar ali. Então eu tento escolher bem os caminhos, trabalhar com pessoas que eu admiro e fazer a música que eu quero fazer”.

 

A trajetória profissional de Chico nem sempre apontou para os palcos. Ele chegou a cursar Geografia, mas a música falou mais alto. Em 2018, ele decidiu que era hora de viver das composições. O artista conta que não houve um estalo repentino: “Eu fui percebendo que era o que mais fazia sentido pra mim, o que eu tinha vontade de fazer todo dia. Uma hora ficou difícil conciliar com outras coisas e eu resolvi tentar levar isso a sério”.

 

Recentemente, ele viu seu nome ganhar força nas redes sociais após sua versão de Menino Bonito, de Rita Lee, viralizar. Chico confessa que não esperava tamanha repercussão: “Eu gravei porque gosto muito da música e queria cantar ela do meu jeito. Essas coisas fogem um pouco do controle

 

Mesmo com o sucesso digital, o cantor mantém uma relação contida com o mundo virtual. Ele acompanha o que acontece, mas tenta manter certa distância. “Tenho uma relação meio distante. Uso, acompanho algumas coisas, mas tento não me deixar levar muito por isso. Prefiro focar no trabalho mesmo”, garante.

 

Essa postura mais reservada também se reflete no último trabalho, o álbum Let It Burn / Deixa Arder, lançado no fim do ano passado. Durante a produção, o artista conta que passou por um processo de autoconhecimento e busca pela sobriedade.

 

É um disco mais direto, mais simples, sem muita camada. Eu quis deixar as músicas mais expostas, sem esconder muito. Tem a ver com esse momento de olhar para as coisas com mais clareza, sem tanta distração. As letras e os arranjos vão nesse caminho também”.

 

Sobre o show no Música Urbana Festival, o artista afirma que o público brasiliense pode esperar uma experiência orgânica. O repertório mistura as faixas do disco novo com canções de outros momentos e algumas versões. Segundo ele, o palco traz renovação: “É um show que muda bastante ao vivo, nunca fica igual”.

 




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