Lançando seu primeiro álbum, Lucas Morato encara o desafio de todo músico filho de um artista famoso: sair da sombra do pai, mostrar o talento que corre em sua veia e provar que conquistou seu lugar ao sol por mérito próprio.
O primeiro passo para isso é saber lidar com as inevitáveis comparações. Herdeiro de Péricles, Morato ainda tem um "agravante": tem o mesmo timbre do pai.
"Hoje eu lido muito bem com as comparações. Talvez, não tranquilamente, mas me sinto muito confiante no meu trabalho. Não vou ser o meu pai, então os comentários não me incomodam. Existe essa comparação muito forte porque nosso timbre é parecido. Dizem que eu o imito, mas não é imitação. É genética", contou em entrevista exclusiva ao Famosidades.
Lucas não decidiu seguir os passos do pai da noite para o dia. Cantor e compositor, o rapaz fez parte do grupo Filhos do Samba durante sete anos. Em 2013, recebeu convite de uma grande gravadora para fazer carreira solo.
"Da primeira reunião até o CD ficar pronto demorou quase um ano. Controlar a ansiedade foi a parte mais difícil nesse processo. Mas, podem esperar um Lucas mais maduro, um artista que está nascendo", garantiu a nova aposta da Universal Music no gênero samba e pagode.
Sua grande inspiração na carreira é Thiaguinho, amigo íntimo de sua família e com que gravou uma das faixas do projeto. "Ele é um exemplo de artista completo. Tem presença de palco, compõe, é afinado e super do bem", disse o músico, que ainda é fã de Jorge Vercillo e Ivete Sangalo.
"Incluí 'Levada Louca', uma música da Ivete, no repertório do meu show. Faço cover também de 'País Tropical', do Jorge Ben, e tem um momento 'pagofunk'. Ainda não dá para fazer um show apenas com repertório próprio", explicou.