Kristi Noem, secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos apelidada por críticos como 'Barbie do ICE", tem sido alvo de intensas críticas e pressão política.
Além dos oposicionistas democratas, uma ala dos republicanos passou a defender sua demissão.
A gestão de Noem no ICE gera forte insatisfação após mortes de civis. A crise se intensificou após uma sequência de mortes provocadas por agentes federais em Minneapolis, incluindo o cidadão norte-americano Alex Pretti durante um protesto
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A secretária tentou classificar os casos como terrorismo doméstico. No entanto, essa versão foi contestada por vídeos e autoridades locais, que indicaram que as vítimas não apresentavam ameaça armada ou comportamento violento.
Pressão pela demissão
Democratas formalizaram pedidos de impeachment contra Noem. A senadora democrata Jacky Rosen lidera a mobilização diante do forte desgaste político da secretária.
Republicanos moderados também passaram a defender a renúncia. Parlamentares da base alegam que a gestão de Noem enfraquece a agenda do governo e amplia a crise institucional.
Donald Trump mantém a secretária no cargo publicamente, mas a isola. Em reunião na quinta-feira (29), Noem esteve presente mas não foi chamada para falar, ao contrário de outros chefes de departamento, sinalizando desgaste na relação.
Quem é a "Barbie do ICE"
Kristi Noem comanda o Departamento de Segurança Interna desde janeiro de 2025. Aos 54 anos e ex-governadora de Dakota do Sul, ela é responsável por áreas como imigração, fronteiras e combate ao terrorismo.
O apelido "Barbie do ICE" surgiu devido à exposição das operações. Críticos acusam Noem de glamourizar a atuação da agência com fotos produzidas e aparições constantes ao lado de agentes.
A secretária protagonizou um episódio de risco com arma de fogo no ano passado. Um vídeo mostrou Noem apontando um rifle para a cabeça de um agente, gerando críticas generalizadas sobre despreparo e segurança.
Noem gravou ameaças a imigrantes dentro de uma prisão em El Salvador. Com presos ao fundo, ela declarou: "Se não saírem, nós os caçaremos, os prenderemos e vocês poderão acabar nesta prisão".
A morte de um cachorro da família também gerou repercussão negativa. Em seu livro, Noem relatou ter matado a tiros o cão Cricket, de 14 meses, e um bode, justificando que o cachorro era "intreinável".
Durante a pandemia, Noem defendeu o uso de hidroxicloroquina. Ela afirmou que seu estado testaria o remédio em larga escala, contrariando estudos científicos posteriores que provaram a ineficácia do medicamento contra a covid-19.
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