O desabafo sobre os bastidores de uma indústria que não costuma ser gentil. Scarlett Johansson revisitou o início de sua carreira e relembrou os desafios de ser uma jovem atriz em Hollywood nos anos 2000.
Conhecida por papéis marcantes desde “Encontros e desencontros” (2003), quando tinha apenas 17 anos, a atriz contou em entrevista neste domingo (12) que enfrentou um cenário marcado por julgamentos constantes.
— Foi difícil. Muita coisa era atribuída à aparência das mulheres e isso era socialmente aceitável. Naquela época, as opções para mulheres da minha idade, em termos de papéis ou oportunidades de atuação, eram muito mais limitadas do que são hoje — disse a atriz ao programa da TV norte-americana CBS Sunday Morning.
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Segundo Scarlett, o problema ia além da escassez de oportunidades. Havia também um padrão rígido de personagens que se repetia:
— Você acabava sendo rotulada e só lhe ofereciam os mesmos papéis. Era sempre a outra mulher, a amante, a gostosona. Esse era o arquétipo predominante quando eu tinha essa idade.
Com o tempo, a atriz encontrou no teatro — especialmente na cena de Nova York — um espaço para escapar desses rótulos e repensar sua trajetória. Foi também nesse processo que aprendeu a lidar com a pressão por aceitar qualquer trabalho.
— É algo que aprendi com o tempo, mas é difícil. Quando você começa a trabalhar, sente que cada emprego será o último e que, se surgirem oportunidades, você precisa aceitá-las. Mesmo que não sejam tão variadas quanto os trabalhos que realmente te dão prazer — declarou Scarlett, que estrelou filmes da Marvel como “Os Vingadores” (2012) e “Viúva Negra” (2021).
A reflexão se amplia para além da própria experiência.
— Todo ator se sente assim, porque é uma área muito competitiva, e uma vez que você se torna o centro das atenções, quer se manter assim. Esse é o instinto de um jovem ator, ou de qualquer ator — completou.
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