A banda cuiabana Red7 apresentou, neste mês de novembro, o seu novo albúm (EP), chamado 2099. Este é um trabalho que une música, crítica social e consciência ambiental.
Para ouvir as três faixas disponíveis no Spotify clique AQUI.
Após estrear com Até Onde É Lenda, o grupo retorna com uma proposta mais madura e direta, explorando um futuro extremo para a capital mato-grossense.
Em nova formação — Arthur Medeiros (guitarra e voz), Brunna Maria (baixo) e Thalita Barbosa (bateria) — a Red7 consolida uma identidade mais sólida, com arranjos precisos e estética sonora que transita entre o rock alternativo, elementos eletrônicos e atmosferas cinematográficas.
2099 parte de um ponto real: Cuiabá, conhecida pelas altas temperaturas e pela ligação com o Pantanal, enfrenta secas prolongadas, fumaça recorrente, incêndios devastadores e estudos que projetam um futuro preocupante caso nada seja feito.
A partir dessa realidade, o álbum constrói uma narrativa distópica, imaginando uma cidade transformada em deserto — árida, hostil e marcada pelo colapso climático.
As faixas trazem guitarras incisivas, synths secos, bateria pulsante e linhas de baixo que dialogam com o peso da temática. O resultado é uma obra que, além de musical, funciona como reflexão sobre os impactos ambientais que já fazem parte do cotidiano dos cuiabanos.
O projeto foi contemplado pelo edital da Lei Aldir Blanc da Prefeitura de Cuiabá, reforçando o compromisso da banda em unir expressão artística e responsabilidade social.
Assim como no primeiro EP, a Red7 aposta na música como ferramenta para provocar debate, sensibilizar e ampliar a percepção sobre o presente.
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