O presidente estadual do PL, Ananias Filho, rebateu a cobrança pública do deputado federal José Medeiros por um posicionamento oficial do partido contra uma eventual aliança com o MDB em Mato Grosso.

Em entrevista ao MidiaNews, Medeiros exigiu que o PL deixe claro que não pretende compor com o MDB, presidido no Estado pela deputada estadual Janaina Riva, que é adversária dele na disputa ao Senado este ano.
O deputado também apontou desconforto com a relação familiar do senador Wellington Fagundes com a emedebista, o que, segundo ele, tem gerado ruídos internos.
“Não recebo recado pela imprensa. Se o parlamentar quiser falar diretamente comigo, ele tem todos os canais para falar”, afirmou Ananias, ao ser questionado sobre a cobrança.
Apesar da pressão, o dirigente evitou endurecer o discurso e disse que Medeiros tem legitimidade para se posicionar e descartou a ideia de que o deputado pudesse estar “atropelando” o partido ao fazer esse ultimato.
Sobre a possibilidade de aliança com o MDB, Ananias deixou em aberto. Segundo ele, o partido ainda não iniciou o debate formal sobre composições para 2026.
“Nós ainda não temos nenhuma decisão sobre as composições. Nós só vamos começar a discutir alianças após o dia 6 de abril”, afirmou.
O presidente do PL também negou qualquer tratativa em andamento com o MDB.
“Não tenho nenhum início de conversa com o MDB. A única [sigla] que eu conversei, tanto a nível nacional quanto estadual, foi com o Novo, porque eles nos procuraram para montar uma chapa”, completou.
Visita cancelada
Ananias ainda rebateu rumores de que o cancelamento de uma possível visita do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, ao Estado estaria ligado às divergências internas com Medeiros.
A visita de Flávio foi anunciada como um evento para lançar Medeiros ao Senado no Estado. Informações de bastidores dão conta de que o ato gerou desconforto em uma ala do PL após Medeiros não citar o outro pré-candidato do partido, Wellington Fagundes, que disputará o Governo, no vídeo que gravou para o evento.
Porém, Ananias negou a divergência interna e reiterou que o adiamento se deu exclusivamente por questões de agenda. Ele também negou ter interferido para barrar o evento.
Veja vídeo:
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