Um bebê de dois meses de vida morreu na madrugada deste domingo (22) após dar entrada já sem vida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sinop (480 km de Cuiabá). Os pai, de 39 anos, e a mãe, de 34, que não tiveram as identidades reveladas, foram presos.
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe médica acionou a Polícia Militar após constatar que o bebê apresentava sinais claros de rigidez cadavérica e lesões físicas graves, o que contradizia imediatamente o relato apresentado pelos pais no momento da chegada à unidade.
O médico plantonista relatou aos policiais que o estado do corpo indicava que o óbito havia ocorrido há, pelo menos, duas horas.
A informação desmentiu a versão do pai, que afirmou ter levado apenas dez minutos para se deslocar de casa até a UPA após perceber que algo estava errado. Diante da inconsistência cronológica e da gravidade do quadro, a equipe de saúde realizou um exame clínico detalhado na criança para verificar a existência de possíveis traumas externos.
Durante a inspeção, os profissionais de saúde identificaram um afundamento de crânio no bebê, além de diversas marcas de agressão na região das costas. Essas evidências físicas reforçaram as suspeitas de que a morte não ocorreu por causas naturais ou acidente doméstico comum, mas sim por violência física. A disparidade entre os depoimentos do pai e da mãe, também foi fundamental para que as autoridades decidissem pela custódia imediata do casal ainda nas dependências da unidade hospitalar.
A Polícia Militar efetuou a prisão em flagrante dos pais, que foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Sinop. O caso foi registrado inicialmente como homicídio culposo e maus-tratos contra menor, mas a tipificação pode ser alterada conforme o avanço das investigações. Os suspeitos foram apresentados sem lesões corporais e permanecem à disposição da Justiça para as providências cabíveis.
O corpo do bebê foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização da necropsia. A Polícia Civil investiga o caso e agora trabalha para coletar depoimentos de vizinhos e familiares que possam ajudar a traçar o histórico da rotina da família e identificar se já havia registros anteriores de negligência.
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