Cuiabá, Quinta-Feira, 26 de Março de 2026
AMBULANTES; VEJA
05.06.2025 | 10h25 Tamanho do texto A- A+

Calçadas amanhecem vazias no prazo final para desocupação

Avenidas 13 de Junho e Isaac Póvoas apresentavam outro cenário na manhã desta quinta-feira

Victor Ostetti/MidiaNews

Calçada no Centro de Cuiabá que foi desocupada pelos ambulantes

Calçada no Centro de Cuiabá que foi desocupada pelos ambulantes

LIZ BRUNETTO E VICTOR OSTETTI
DA REDAÇÃO

As calçadas das avenidas 13 de Junho e Isaac Póvoas, que antes eram encobertas por ambulantes vendendo todos os tipos de produtos, amanheceram vazias nesta quinta-feira (5), com o fim do prazo dado pela Prefeitura de Cuiabá para que os comerciantes deixem a região e desobstruam a passagem aos pedestres.

O trabalho está sendo desenvolvido com muita tranquilidade, com muito respeito

 

Imagens registradas pelo MidiaNews mostram o cenário completamente mudado e os pedestres andando livremente sobre as calçadas, sem precisar se desviar dos ambulantes.

 

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Chiquito Palhares, informou que não houve resistência e que os ambulantes sequer montaram suas barracas nas calçadas.

 

“O trabalho está sendo desenvolvido com muita tranquilidade, com muito respeito. Temos cerca de 12 fiscais que permanecerão aqui durante o dia inteiro, na região central. Tivemos também uma ação de publicidade retirando materiais afixados em postes, recolhendo coisas que estavam abandonadas, caixas e cadeiras. A Limpurb está participando conosco”, afirmou.

 

Segundo a secretária, a Prefeitura está oferecendo uma oportunidade para os ambulantes se instalarem no Shopping Orla do Porto, além de mais de 300 vagas no mercado formal - sendo algumas delas até em lojas na 13 de Junho.

 

O objetivo, segundo a secretária, é minimizar os danos causados aos ambulantes.

 

“Não é uma vontade política, não é uma vontade do Abílio, uma vontade da Juliana. É o cumprimento da lei. A calçada tem que estar livre para a mobilidade das pessoas e, infelizmente, é algo notório que a gente não conseguia circular”, disse.

 

Dos 175 ambulantes cadastrados, apenas 44 manifestaram o desejo de ocupar um box no Shopping Orla.

 

 

 

“A lei não está imposta só para a Prefeitura. A lei é para todos. Então, desobstruir as calçadas, garantir a circulação e a mobilidade das pessoas, esse é o nosso ponto. Temos a fiscalização porque, infelizmente, se não tem, não há o cumprimento espontâneo da lei. Não se pode ocupar as calçadas sem permissão do poder público. Quando você não tem autorização, é ilegal. Ou a gente cumpre pelo amor ou pela dor”.

 

Segundo a secretária, muitos arriscam no Centro a perder até o material de trabalho que usam para levar sustento à família.

 

“É um problema que a gente tem que monitorar com muito respeito, e respeito recíproco. Não queremos apreender o material deles, porque, muito provavelmente, não vão comprovar a origem, não vão ter nota, não vão ter como pedir de volta aquele material. Mesmo que eu deseje entregar para eles, são materiais, muitas vezes, falsificados, com procedência duvidosa, que podem causar danos à saúde das pessoas”, disse.

 

 

Reunidos

 

Dezenas de comerciantes se reuniram na Praça Ipiranga para tentar um diálogo com o prefeito Abílio Brunini. Entre as maiores reclamações está o baixo fluxo de clientes no Shopping Orla.

 

Com cartazes e camisetas, os ambulantes tinham um pedido: não sair do Centro.

 

Maria da Glória da Silva, ambulante na Praça Ipiranga há quatro anos, vendendo água, café e acessórios, pede o mesmo.

 

“Lá na Orla do Porto não tem condições de trabalhar para ainda pagar aluguel. Pelo menos aqui a gente não atrapalha. Nós esperamos o prefeito para conversar com ele. Não quero sair, quero ficar aqui! Todo mês eu tiro dinheiro daqui para pagar o meu aluguel”. 

 

Essa, segundo Maria da Glória, é sua única fonte de renda.

 

O comerciante Alex, que trabalha há quatro meses no Centro, já está regularizando sua situação e, apesar de ter que mudar de lugar na próxima semana, não será obrigado a sair da região central.

 

 

 

“Eles vão me realocar para um local que seja um ponto cego. Eu falei: ‘tá ótimo’, porque o intuito deles agora é tirar os ambulantes, pessoal que mexe com roupa, essas coisas”, disse.

 

“Eu acho benéfico, porque do jeito que estava não tinha condições da população andar. Não tinha como uma mãe com um carrinho andar, não tinha como um cadeirante andar. Acho que faltou um pouco de organização e eles chegaram num certo limite. A partir de agora não pode mais montar.”

 

O comerciante conta que ouviu diversos relatos e que a situação teria ficado descontrolada após a pandemia.

 

“Não teve mais fiscalização e por isso ficou essa bagunça. Mas agora eu acredito que vai ficar melhor. Eu acho que eles têm que procurar um local que seja mais viável para as pessoas ficarem e que tenha movimento. Ninguém quis ir para a Orla do Porto por conta disso”, disse.

 

Veja:

 

 

 

 

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GALERIA DE FOTOS
Victor Ostetti/MidiaNews

Centro sem ambulantes

Victor Ostetti/MidiaNews

Centro sem ambulantes

Victor Ostetti/MidiaNews

Centro sem ambulantes

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Centro sem ambulantes

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Centro sem ambulantes

Victor Ostetti/MidiaNews

Centro sem ambulantes

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Centro sem ambulantes




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3 Comentário(s).

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Neia  05.06.25 15h33
Porque não colocam eles, nas praças: Ipiranga, Deputado Oscar Soares, Dona Euphosina Hugueney Mattos? Ninguém vai de ônibus ou mesmo de carro, na Orla do Porto, para comprar nada.
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joseny  05.06.25 13h16
Ate que enfim, já passou da hora, porque quando precisa ir no centro temos que andar a rua e correr risco de atropelamento, além de ficar feia a cidade.
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elizabeth ferreira  05.06.25 11h06
Tem que proibir também carros e motos estacionarem nas calçadas.
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