A capelinha do Cruzeiro, localizada na entrada do Município de Jauru (a 409 quilômetros de Cuiabá), foi vandalizada na noite de sábado (7), e a imagem de Nossa Senhora Aparecida que ficava no local foi danificada.

Inaugurada em 1995, a construção foi abençoada pelo padre Stefano Gobbi e realizada pelo padre Nazareno Lanciotti, que será beatificado em Mato Grosso 25 anos após sua morte.
De acordo com a Polícia Civil, um boletim de ocorrência foi registrado na segunda-feira (9) por um sacerdote da cidade, relatando que a escultura de Nossa Senhora havia sido danificada. O caso foi registrado como “intolerância religiosa”.
Conforme o boletim de ocorrência, testemunhas afirmaram que um homem, usando um machado, teria quebrado a estrutura de vidro que protegia a imagem e danificado a escultura.
Uma câmera de segurança do programa Vigia Mais registrou o momento em que o suspeito se aproxima da capelinha com o machado nas mãos e, depois de permanecer por alguns segundos no local, atravessa a rua e se afasta. Ele foi identificado e autuado pela Polícia Civil por vilipêndio de objeto de culto religioso e, em seguida, liberado.
O diretor e produtor de rádio Ederson Goiaba Covizzi compartilhou o caso em suas redes sociais, mostrou o estrago causado e questionou: “Vandalismo gratuito ou intolerância religiosa?”.
“Pessoal de Jauru, manhã de segunda-feira. Estamos aqui na entrada da cidade, para quem chega de Pontes e Lacerda, no Cruzeiro. Aconteceu um ato ou de vandalismo ou de intolerância religiosa nessa capelinha onde ficava a imagem de uma santa em madeira”, disse.
“Agora fica a pergunta: vandalismo gratuito ou intolerância religiosa? Já que está acontecendo o momento de beatificação do tão querido personagem jauense, padre Nazareno”, afirmou.
Padre Nazareno
O padre Nazareno Lanciotti nasceu em Roma, na Itália, em 3 de março de 1940, e foi ordenado sacerdote em 1966.
Ele iniciou seu trabalho missionário em Jauru, na Diocese de Cáceres, em 1971 e, durante 30 anos de missão, fundou a Paróquia Nossa Senhora do Pilar, além de criar 57 comunidades eclesiais rurais.
O padre foi assassinado aos 61 anos no Município de Jauru, em 11 de fevereiro de 2001.
Ele jantava com colaboradores quando a Casa Paroquial da Igreja Nossa Senhora do Pilar foi invadida por dois criminosos encapuzados.
A dupla exigiu que o padre abrisse o cofre da igreja, mas Nazareno afirmou que sua paróquia não tinha cofre.
Contrariados, os criminosos fizeram roleta-russa com as testemunhas, mas não roubaram o dinheiro que elas traziam nos bolsos.
Quando deixavam a casa, um dos assaltantes disparou na nuca do padre, e a bala alojou-se na coluna cervical.
Nazareno ficou hospitalizado por 10 dias e chegou a ser transferido para São Paulo, onde morreu em 22 de fevereiro.
O caso foi tratado como latrocínio (roubo seguido de morte), mas membros da Igreja, à época, acreditavam que o objetivo era apenas matar Nazareno.
Veja:
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