Cuiabá, Quinta-Feira, 26 de Março de 2026
CASO TÂNIA BULHÕES
19.02.2025 | 16h50 Tamanho do texto A- A+

Consultor se diz "surpreso" com repercussão; marca o procurou

Caio Mastrodomenico postou vídeo raspando o fundo de xícara pertencente a Janete Riva, em Cuiabá

Reprodução

Caio Mastrodomenico formou-se em Odontologia pela UNIC, é escritor, fundador e CEO da Vallus

Caio Mastrodomenico formou-se em Odontologia pela UNIC, é escritor, fundador e CEO da Vallus

LIZ BRUNETTO
DA REDAÇÃO

O consultor financeiro Caio Mastrodomenico se disse surpreso com a repercussão do vídeo em que ele raspa o fundo de uma xícara de um conjunto da marca de luxo Tânia Bulhões para verificar a autenticidade da peça, aprofundando a crise de imagem que a empresa enfrenta.

Não foi nada programado. Foi muita coincidência a Janete chegar exatamente naquele momento

 

O vídeo foi gravado durante uma visita à casa da família Riva, em Cuiabá. O conjunto em questão pertence a Janete Riva, esposa do ex-presidente da Assembleia, José Riva.

 

Em um novo vídeo (confira no final da matéria), o empresário aproveitou a repercussão para conectar a polêmica com o custo de produção no Brasil e explicar por que tantas marcas optam por produzir seus produtos fora do país.

 

Caio disse ter gravado o vídeo motivado pela curiosidade acerca da polêmica. “Não houve uma intenção, não foi uma coisa pensada. Passei lá para fazer uma visita para a filha da Jéssica [Riva, filha de Janete], que nasceu recentemente. Tomávamos um café da tarde enquanto batíamos papo, e o assunto surgiu porque a Jéssica trabalha com buffet e decoração”.

 

Na conversa, Jéssica disse que a mãe tinha um conjunto da marca, e Caio gravou o vídeo raspando o objeto, descobrindo que o produto tinha sido fabricado na Turquia.

 

“Não foi nada programado. Foi muita coincidência a Janete chegar exatamente naquele momento. Mas ela chegou, e ficou um vídeo até descontraído. Não houve nenhuma chateação por parte dela”, disse.

 

“A polêmica já estava instalada, a gente só acabou escalando sem a intenção de prejudicar a marca. Não tem nada no vídeo falando mal da marca. Foi uma curiosidade: ver se aquilo que estava rolando na internet era verdade ou não”, completou.

 

Segundo Caio, o vídeo passou dos 2 milhões de visualizações, mas quase metade não veio de seus seguidores.

 

“Me surpreendeu bastante, porque, na verdade, as minhas pautas não são essas. Meu Instagram é completamente voltado à política e à economia. O vídeo não circulou somente na minha base. Cinquenta e quatro por cento, mais ou menos, dessas visualizações correspondem a não seguidores”.

 

Procurado pela marca

 

Após a repercussão do seu vídeo, Caio foi procurado pela marca.

 

“Trouxeram um informativo a respeito daquela linha que eu removi a marca. Disseram que não era a mesma linha que havia dado início à polêmica toda”, afirmou.

 

“Não foi em tom ameaçador, em tom de negatividade, nada disso. A empresa teve uma postura, pelo menos comigo, extremamente profissional. Eles descontinuaram aquela linha, ou seja, reconheceram o problema e consertaram”, disse.

 

A marca enfrenta uma polêmica após a influenciadora Izadora Palmeira divulgar um vídeo no TikTok mostrando uma xícara idêntica à da coleção Marquesa da marca, encontrada em um café simples na Tailândia, porém sem o logotipo. No Brasil, a peça é comercializada por R$ 210.

 

“Tem um erro de comunicação? Um erro de posicionamento? Tem, sim. Mas isso não apaga o DNA da marca e toda a história que foi construída ao longo do tempo”, afirmou.

 

Novo vídeo

 

O empresário aproveitou a repercussão do seu primeiro vídeo para fazer uma crítica aos custos elevados de produção no Brasil e fez um novo esclarecendo o assunto.

 

 

“Trouxe um segundo vídeo conectando o problema dessa repercussão com o custo de produção aqui no Brasil. Por que, mesmo com ideias inspiradas no Brasil, o empreendedor busca produzir produtos fora? Porque o custo no Brasil é muito grande. Então, tentei trazer essa crítica mais alinhada à minha pauta”, afirmou.

 

Segundo o empresário, por falta de conhecimento, as pessoas julgam marcas que produzem fora do país.

 

“O problema não é a marca produzir ou não fora do Brasil. O problema é ela fazer a descrição de um produto como exclusivo, autoral e com inspiração nacional, e o produto não estar conectado a essa história e não ter essa exclusividade”.

 

“Uma história que não se conecta com a verdade tem uma chance iminente de não performar bem, como aconteceu com esse caso. A lição que ficou, principalmente para a marca, é que ela precisa estar muito bem alinhada na comunicação”, completou.

 

Para Caio, a marca colocou um ponto final de maneira “honesta e digna”. “Não cabe mais repercussão em cima do problema que eles corrigiram descontinuando a linha. Agora, cabe aos consumidores que se sentirem lesados buscar a troca do produto”, finalizou.

 

Veja: 

 

Veja: 

 

Matéria sobre crise envolvendo marca traz vídeo com Janete Riva

 

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