Comoção incêndio Shopping Popular
O delegado Claudemir Ribeiro, que está responsável pelas investigações do incêndio que destruiu o Shopping Popular na manhã desta segunda-feira (15), disse aguardar a perícia e não ter, ainda, nenhuma linha de investigação. "Não trabalhamos com achismos".
Apesar disso, o delegado afirma que o inquérito vai dar uma resposta aos comerciantes que perderam tudo no incêndio.

Segundo o delegado, a perícia sequer conseguiu entrar no prédio em que as imagens das câmeras de segurança estão armazenadas. O edifício está rachando e representa risco para a própria equipe.
"Não temos linha nenhuma investigativa. Primeiro temos que esperar a perícia pegar as imagens. O local em que elas estão é aquele prédio. A estrutura está toda rachada, então, tem que esperar o melhor momento e, com segurança, a perícia vai entrar lá".
Segundo o delegado, somente com as imagens e após o trabalho pericial é que será possível traçar uma linha investigativa. Ele não descarta um possível curto circuito como vinha sendo ventilado na imprensa.
"Nós não trabalhamos com achismos, trabalhamos com dados e os dados são, que vamos aguardar a perícia. Os bombeiros estão fazendo o rescaldo e têm ainda vários focos de incêndio. A perícia será feita se tiver segurança para ela entrar. Ninguém vai arriscar a vida".
Destruição e desespero
Com o incêndio foram destruídos aproximadamente 600 boxes dos mais variados setores.
"Muitas famílias vão passar por situações difíceis, mais de duas mil pessoas trabalham aqui dentro. Então a gente precisa dar as respostas para essas pessoas", afirmou o delegado.
Em registros feitos pelo MidiaNews é possível ver a face do desespero estampada no rosto de comerciantes e funcionários que tinham no Shopping Popular o seu único ganha pão.
À reportagem, a comerciante Simone Freire Alves Moreira, proprietária de uma loja de materiais de pesca, relatou que seu prejuízo pode chegar a R$ 500 mil.
"Eu vivo daí, 100% daí. Vão ser dias difíceis, mas a gente vai vencer. Nós temos ponto há mais de 25 anos, desde o início. É doído ver hoje, assim, desse jeito", disse ela.
Já a lojista Flávia Andrade Mundin, que tinha duas bancas de capas de celular, ainda não levantou uma estimativa do que perdeu. Com sete funcionários empregados, a comerciante se preocupa com a incerteza do futuro.
"Tinha o ponto desde 2002... [O sentimento é de] Muita tristeza. Tristeza demais, sem saber o que vai fazer hoje. Olha aqui os meus funcionários, os colaboradores. O que nós vamos fazer hoje?", questionou.
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1 Comentário(s).
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| Paulo 15.07.24 18h01 | ||||
| Faz una pesquisa entorno do shoping vcs verão a quantidade de reclamações de oscilação de energia, alias em toda cuiaba , parte para investigar como a energia elétrica esta chegando . | ||||
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