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PLANEJAMENTO FINANCEIRO; VÍDEOS
11.01.2026 | 08h18 Tamanho do texto A- A+

Economista dá dicas para quitar dívidas e ajustar finanças em 2026

Emanuel Daubian recomenda pagar primeiro as dívidas com os maiores juros, como cartões de credito

Yasmin Silva/MidiaNews

Economista Emanuel Daubian afirma que contas devem ser renegociadas com pedido de redução de juros

Economista Emanuel Daubian afirma que contas devem ser renegociadas com pedido de redução de juros

JONAS DA SILVA
DA REDAÇÃO

Cartão de crédito, cheque especial e compras por impulso estão entre os principais vilões do orçamento dos brasileiros no início do ano, segundo o economista Emanuel Daubian.

 

A prioridade é pagar primeiro as dívidas com os maiores juros.

Em entrevista ao MidiaNews, ele reuniu uma série de orientações sobre como escapar do endividamento e manter o orçamento sob controle.

 

“Quem tem dívida e está inadimplente é uma pessoa problemática financeiramente. Se a pessoa está inadimplente com uma ou mais dívidas, ela precisa fazer um replanejamento financeiro”, afirmou.

 

Daubian explicou que o primeiro passo é estabelecer prioridades. “A prioridade é pagar primeiro as dívidas com os maiores juros. Em segundo lugar, as dívidas de maior valor”, resumiu.

 

Outra recomendação simples, mas eficaz, é planejar as compras. “Antes de ir às compras, faça uma lista do que vai comprar”, orientou. Segundo ele, esse hábito evita gastos excessivos e reduz o risco de endividamento.

 

 

Renegociar é o começo do alívio

Se a dívida é muito alta e a pessoa não começa a pagar, ela vai crescer ainda mais, pode até dobrar

O economista orientou que pessoas endividadas procurem os credores para entender quanto estão pagando de juros e quais são os prazos de pagamento. Esse movimento, segundo ele, já representa o início do alívio financeiro.

 

“O cartão de crédito e o cheque especial têm juros altíssimos, acima de 400% ao ano. Se a pessoa for renegociar essas dívidas com o banco, geralmente consegue descontos para quitar”, explicou.

 

Para ilustrar o impacto dos juros, Daubian fez um alerta direto: “Uma dívida de R$ 1 mil no cartão de crédito, se ficar um ano sem pagamento, pode virar R$ 5 mil”.

 

Ele recomendou que o devedor tome a iniciativa e procure os canais de atendimento das instituições financeiras,  seja pela central telefônica, meios digitais ou diretamente na agência.

 

“A pessoa precisa dizer: ‘eu quero pagar, tenho como pagar X por mês. Vamos renegociar essa dívida’. O ideal é trocar um juro de 400% ao ano por um juro de consignado, que gira em torno de 35% a 40% ao ano”, exemplificou.

 

 

Segundo o economista, dívidas de alto valor precisam ser renegociadas o quanto antes, independentemente da origem. “Se a dívida é muito alta e a pessoa não começa a pagar, ela vai crescer ainda mais, pode até dobrar”, alertou. 

 

 

Menos cartões, menos risco

 

Sobre o uso do cartão de crédito, Daubian fez recomendações simples, mas frequentemente ignoradas. A principal delas é reduzir a quantidade de cartões.

 

“A pessoa não precisa ter cinco cartões de crédito. Quem tem cinco pode ficar muito bem com dois ou até com um. Quem tem dois, é melhor ficar com apenas um”, afirmou.

 

Ele explicou que cada cartão representa um limite disponível e, na prática, quanto mais cartões, maior o potencial de endividamento. “Dois cartões significam dois limites, o que dobra o volume de recursos disponíveis para gastar”, disse.

 

Outro alerta importante é não usar o crédito rotativo como complemento do salário. “Não use o rotativo do cartão como se fosse renda”, reforçou.

Outra questão: não usar o rotativo do cartão de crédito como parte do salário 

 

Compras por impulso: uma armadilha comum

 

Daubian também chamou atenção para o consumo compulsivo e as compras por impulso, estimuladas por propagandas e promoções.

 

Para escapar dessa armadilha, ele sugere um método simples, mas eficaz: fazer três perguntas antes de comprar.

 

“Eu preciso disso? Eu preciso disso agora? Eu tenho como pagar isso no futuro?”, enumerou.

 

“Se a resposta for ‘não’ para pelo menos uma dessas perguntas, é melhor não comprar. Isso é compra por impulso e depois vira problema para pagar”, alertou.

 

Limitar gastos e criar reserva de emergência

 

Além de evitar dívidas e controlar o consumo, o economista defendeu a criação de uma reserva financeira para emergências, inclusive para ajudar no pagamento de dívidas renegociadas.

 

O primeiro passo, segundo ele, é limitar os gastos fixos, que incluem despesas essenciais como alimentação, higiene, transporte, energia, água, moradia, educação e saúde.

 

“Esses gastos fixos devem ser limitados a, no máximo, 70% da renda”, orientou.

 

 

Dos 30% restantes, Daubian recomendou que apenas 20% sejam usados para gastos variáveis, como lazer, viagens, festas, restaurantes ou novas compras não essenciais.

 

“Sobram 10%. Esses 10% devem ser poupados, reservados. Porque sempre surgem imprevistos,  inclusive despesas para honrar dívidas renegociadas”, concluiu.

 

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