Cuiabá, Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2026
CPMI DO INSS
26.02.2026 | 15h49 Tamanho do texto A- A+

Coronel Fernanda aponta “falta de estratégia” do Governo após tumulto

Comissão foi suspensa após bate-boca e empurrões entre parlamentares, logo depois da aprovação de uma série de requerimentos

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A deputada federal Coronel Fernanda afirmou que confusão mostrou

A deputada federal Coronel Fernanda afirmou que confusão mostrou "desespero" da base governista

DA REDAÇÃO

A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) afirmou que a confusão registrada nesta quinta-feira (26) na sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS foi provocada por erro de articulação da base governista e classificou o episódio como reflexo do “desespero” diante dos avanços da investigação.

 

A confusão aconteceu por culpa do próprio líder da base do governo. Havia pautas acordadas que entrariam em votação. Eles acharam que tinham número suficiente para barrar

A sessão da CPMI foi suspensa após bate-boca e empurrões entre parlamentares, logo depois da aprovação de uma série de requerimentos, entre eles o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O clima de tensão tomou conta do plenário e exigiu a interrupção temporária dos trabalhos.

 

Segundo a deputada, houve um acordo prévio sobre os itens que seriam votados, mas a base do governo teria feito uma avaliação equivocada da própria maioria.

 

“A confusão aconteceu por culpa do próprio líder da base do governo. Havia pautas acordadas que entrariam em votação. Eles acharam que tinham número suficiente para barrar requerimentos e entraram com uma avaliação errônea. Nós conseguimos reverter”, afirmou.

 

Coronel Fernanda destacou que tanto o presidente quanto a relatora da comissão atuaram de acordo com o regimento interno e negou que tenha havido qualquer irregularidade na condução da sessão. “O que houve foi falta de estratégia e de seriedade com um tema tão sensível. Ali não estamos para proteger A ou B. Estamos para descobrir quem roubou os aposentados e pensionistas”, declarou.

 

A parlamentar também rebateu a versão de que teria ocorrido erro na tramitação das matérias. Para ela, o que se verificou foi apenas a constatação de que a base governista não possuía os votos necessários. “Foi um sucesso da CPMI. Essa comissão não tem lados partidários, o lado dela é o povo brasileiro. Quando perceberam que perderiam, partiram para agressões, inclusive físicas”, disse.

 

A CPMI foi instaurada para investigar descontos irregulares realizados nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS. A apuração corre paralelamente à investigação da Polícia Federal sobre um suposto esquema de desvios envolvendo entidades e intermediários.

 

Sobre a quebra de sigilo aprovada, Coronel Fernanda afirmou que a medida é fundamental para rastrear o caminho do dinheiro. “A importância da quebra de sigilo bancário e fiscal é que vamos acompanhar todo o trajeto do dinheiro desses aposentados e pensionistas. Esse é o caminho. Quando cruzarmos os dados, saberemos exatamente onde está esse recurso”, explicou.

 

A deputada ressaltou que, caso não haja irregularidades, os dados demonstrarão isso de forma transparente. “Se querem proteger alguém, essa não é a nossa missão. O que queremos é clareza. Tudo o que foi colocado até agora virá à tona.”

 

Ela também comentou a ausência de algumas autoridades convocadas para prestar esclarecimentos. Segundo a parlamentar, a comissão está avaliando quais nomes são estratégicos e necessários para o avanço das investigações. “Estamos fazendo uma avaliação entre aqueles que não compareceram, definindo quem deve vir por convite ou convocação. Quem for necessário, vai ter que aparecer e esclarecer”, afirmou.

 

Coronel Fernanda reforçou ainda que a CPMI passa a aprofundar a análise sobre a questão dos empréstimos consignados, apontados como um dos eixos centrais das denúncias. “Agora estamos falando dos consignados. Vamos até o fim, doa a quem doer. O povo brasileiro, especialmente nossos aposentados, merece respostas”, concluiu.

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