Cuiabá, Quinta-Feira, 26 de Março de 2026
MORTE DE ADOLESCENTE
14.03.2025 | 16h18 Tamanho do texto A- A+

Família ainda não conheceu bebê, que está no Conselho Tutelar

Velório da menor E.A.S, de 16 anos, foi marcado por comoção, protesto e pedidos de Justiça

Angélica Callejas/MidiaNews

Emilene Morais, tia da jovem E.A.S., de 16 anos, que foi morta com requintes de crueldade

Emilene Morais, tia da jovem E.A.S., de 16 anos, que foi morta com requintes de crueldade

LIZ BRUNETTO E ANGÉLICA CALLEJAS
DA REDAÇÃO

A família da jovem E.A.S., de 16 anos, disse ainda não ter conhecido a bebê roubada da jovem, que foi assassinada na quarta-feira (12) em Cuiabá. A menina segue aos cuidados do Conselho Tutelar de Várzea Grande, onde a família mora.

A gente fica consternado com a situação. A morte já é difícil para a gente aceitar, imagina com tanto requinte de crueldade como foi a dela

 

Segundo Emilene Morais, tia da jovem, a bebê ainda está “sob os cuidados do Conselho Tutelar, da Assistência Social. Essa é a informação que a gente tem”, disse.

 

Segundo ela, somente a Justiça irá definir aos cuidados de quem ela ficará.

 

Em entrevista à imprensa, Ana Paula Meridiane Peixoto de Azevedo, avô da menina, disse que a guarda ficará com ela e o pai, que deve se mudar para sua casa para ficar próximo da filha.

 

Arrancada do ventre

 

E.A.S. foi morta e teve a barriga cortada para ter seu bebê roubado em uma residência do Bairro Jardim Florianópolis.

 

A bombeira civil Nataly Helen Martins Pereira, de 25 anos, foi presa e confessou ter cometido o crime sozinha. A mulher asfixiou a vítima e, com ela ainda viva, abriu sua barriga e tirou a bebê.

 

A família da vítima ainda desconfia do envolvimento de mais pessoas no caso, diante da dinâmica do crime.

 

Nataly foi presa no Hospital Santa Helena, tentando registrar a menina como se fosse sua. A equipe médica desconfiou, pois os exames não atestavam que ela estivesse no puerpério, e chamara a Polícia.

 

Comoção

 

E.A.S. foi velada nesta sexta-feira (14) na Capela Jardins. A cerimônia foi marcada por comoção e muita revolta, com direito a cartazes e protesto com coro pedindo Justiça.

 

Emilene descreveu a sobrinha como uma jovem alegre. “Era uma menina incrível, amada, alegre, festiva, para ela não tinha nada que a abalasse”.

 

“A gente fica consternado com a situação. A morte já é difícil para a gente aceitar, imagina com tanto requinte de crueldade como foi a dela”, afirmou.

  

Segundo a tia, os sonhos da adolescente já eram voltados para a filha. “Queria saber se seria parecida com ela. Queria arrumar o quartinho dela”, disse. 

 

Veja:

 

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