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20.07.2019 | 08h00 Tamanho do texto A- A+

Fechado há 4 meses, zoológico da UFMT vira centro de pesquisas

Animais começaram a ser transferidos para outras unidades de preservação e local passará por obras de readequação

Alair Ribeiro/MidiaNews

Zoológico da UFMT está fechado desde março desde ano, quando macacos contaminados com febre amarela morreram no local

Zoológico da UFMT está fechado desde março desde ano, quando macacos contaminados com febre amarela morreram no local

BRUNA BARBOSA
DA REDAÇÃO

O zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que estava fechado desde março, quando dois macacos contaminados com febre amarela foram encontrados mortos no local, passará a ser um Centro de Medicina e Pesquisa de Animais Silvestres.

 

De acordo com a instituição, apenas visitas escolares serão permitidas, mediante autorização e monitoramento, após os trabalhos de adequação do espaço. 

 

Conforme a UFMT, 50 jabutis e outros animais como o gavião-pega-macaco, tucanos, patos do mato e urubus reais foram transferidos para o Parque Nacional da Tijuca (RJ), zoológico e aquário de São Paulo (SP) e o Criadouro da Onça Pintada, em Curitiba (PR). 

 

Outras espécies que também estão ameaçadas de extinção estão em processo de movimentação para transferência para outras unidades de preservação. 

 

O novo centro de pesquisa terá como objetivo fomentar a pesquisa e a educação ambiental em Mato Grosso. 

 

[O Ibama] sugeriu que o espaço fosse aberto para receber novos animais, mas com outra filosofia, de reabilitação e reintrodução

De acordo com o diretor da Faculdade de Medicina Veterinária (Favet) da UFMT, professor Roberto Lopes de Souza, a criação do Centro de Medicina e Pesquisa de Animais Silvestres deu-se através de uma "convergência de pensamentos". 

 

“Uma delas foi a aproximação com o Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], que fez o embargo no zoológico, mas reconheceu o esforço da Universidade e sugeriu que o espaço fosse aberto para receber novos animais, mas com outra filosofia, de reabilitação e reintrodução. Juntou a nossa vontade com a dos órgãos ambientais”, explicou. 

 

Para ele, o centro de pesquisa foi a forma encontrada para utilizar a estrutura do zoológico para ações de educação ambiental. O professor ainda afirmou que o maior foco são as escolas.

 

O local também contará com uma área restrita para os animais resgatados na natureza, seja em acidentes ou vítimas de tráfico. 

 

Obras de readequação

 

Segundo a administração, o anúncio do bloqueio de R$ 34 milhões no orçamento anual da UFMT, decretado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) no dia 29 de março, resultou na suspensão de obras necessárias no local, o que agravou a situação do zoológico. 

 

Cortes do MEC

 

O bloqueio de R$ 1,7 bilhão das verbas destinadas às universidades federais representam 24,84% dos gastos não obrigatórios, que afetam diretamente o funcionamento das universidade, já que o dinheiro é utilizado para pagamento de contas de água, luz, bolsas acadêmicas, insumos de pesquisa, compra de equipamentos básicos e pagamento de funcionários terceirizados. 

 

Também houve bloqueio de 3,43% do orçamento das federais destinado a despesas de investimento, basicamente usado para obras nas universidades, pagamento de salários e compra de equipamentos. Esse tipo de orçamento representa, em média, 80% da verba.

 

Sem o corte, a UFMT tinha um orçamento anual previsto de R$ 1.027.150.013,00.

 

Leia mais sobre o assunto: 

 

Após 2 meses, zoológico da UFMT segue com visitas suspensas

 

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wagner  20.07.19 19h36
Pura mentira, há anos não fazem nada nesse zoo. Os animais viviam não sei como. Não foi o bloqueio que resultou na suspensão. Pura desculpa isso!
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Luis  20.07.19 11h46
E quem nao for estudante vai ficar privado. Nao acho certo. Visitar o zoo sempre foi tradicao das familias cuiabanas. E criancas do interior? E turistas?
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