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05.07.2024 | 17h14 Tamanho do texto A- A+

Formado na UFMT, Nery tentou ser ministro do STJ e é articulista

Ele sofreu uma tentativa de homicídio quando chegava em seu escritório na manhã desta sexta em Cuiabá

MidiaNews

Renato Gomes Nery, que foi presidente da Ordem entre 1989 e 1991

Renato Gomes Nery, que foi presidente da Ordem entre 1989 e 1991

GIORDANO TOMASELLI
DA REDAÇÃO

O advogado Renato Gomes Nery, de 72 anos, que sofreu um atentado na manhã desta sexta (5), na Avenida Fernando Corrêa, em Cuiabá, é especialista em Direito Agrário e tem mais de 45 anos na área de Direito. 

 

Filho de pais retirantes da Bahia, Nery nasceu em fevereiro de 1952 em Nortelândia (230 km de Cuiabá) e ainda muito jovem veio para Cuiabá.

 

Aqui, cursou Estradas na Escola Técnica Federal (hoje IFMT), e prestou vestibular para o curso de Direito em 1974, na Universidade Federal de Mato Grosso.

 

Formou-se na UFMT em 1977 e atuou por cerca de 10 anos até se envolver com atividades relacionadas à Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso. Em uma época de renovação na entidade, foi eleito presidente com a missão de trazer mudanças na autarquia.

 

Ele ficou na presidência da OAB-MT entre 1989 e 1991 e posteriormente foi integrante do Conselho Federal da OAB, por duas vezes. Ali acompanhou as discussões para a criação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

 

Como presidente da OAB-MT, atuou na negociação de uma das maiores rebeliões ocorridas no então Presídio do Carumbé, em Cuiabá, em 1989.

 

Na época 10 pessoas morreram, sendo oito detentos e dois policiais, e 32 ficaram feridas após a invasão da cadeia por cerca de 400 policiais civis e militares.

 

Em 2006, Nery tentou uma vaga de ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), representando Mato Grosso, e recebendo o apoio do governador da época, Blairo Maggi. No entanto, Nery não obteve votação suficiente para integrar a lista tríplice.

 

Em 2008 recebeu o título de Cidadão Cuiabano na Câmara Municipal. Ele se define como alguém que não comunga qualquer credo, corrente ideológica ou política, uma pessoa independente e apaixonada pelas crônicas.

 

Nos últimos anos investiu, junto com a família, na atividade empresarial, sendo proprietário de lojas da rede de fast food Bob's e de uma boutique de calçados, empreendimentos administrados pelos filhos. 

 

Atual, ele trabalha como advogado. Seu escritório fica localizado na Avenida Fernando Corrêa, local onde foi surpreendido pelos criminosos nesta sexta. Também escreve artigos para veículos de comunicação do Estado, como o MidiaNews.

 

O último artigo que escreveu se chamava “Um tempo sem grandeza” e foi publicado na quarta-feira (3). No texto, ele se diz pessimista com futuro.

 

“Não sou especialista para indicar caminhos, até porque neste improvável País tudo acaba em samba. Certamente, que iremos desembocar na Marquês de Sapucaí. Vamos aguardar – sem muita fé – que um Tempo Rei virá nos arrebatar do abismo que se abre à nossa frente!”

 

“Vou voltar para um terreno mais seguro: as minhas crônicas. Se as abandono, uma vez ou outra, é porque esta maldita indignação me sufoca!”, diz trecho do texto.

  

O artigo havia sido publicado na íntegra no MidiaNews nesta quinta-feira (4) e pode ser lido neste link.

 

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João Reis  06.07.24 07h48
Um grande absurdo isso. Inaceitável esse faroeste que, não diferencia em nada 200 anos atrás. Mato Grosso não tem dono. Ninguém está acima da lei e os responsáveis serão descobertos e punidos. Acredito no trabalho da polícia ...
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