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28.08.2025 | 10h10 Tamanho do texto A- A+

PM preso por agredir repórter diz que ouve vozes: “Um demônio"

Justiça determinou que Jerfson Santana Vieira, de 47 anos, realize exame de insanidade mental

Reprodução

Jerfson Santana Vieira (detalhe) prestou depoimento na Central de Flagrantes da Capital

Jerfson Santana Vieira (detalhe) prestou depoimento na Central de Flagrantes da Capital

ANGÉLICA CALLEJAS
DA REDAÇÃO

Em depoimento à Polícia Civil, o policial militar reformado Jerfson Santana Vieira, de 47 anos, afirmou ser perturbado por vozes e que havia abandonado o acompanhamento médico. Ele foi preso na última terça-feira (26), na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, após atropelar uma motociclista e agredir uma repórter que cobria o caso.

 

É só esse capeta que fica aqui na minha cabeça. É como se fosse um satélite. Tem hora que bato a cabeça na parede para ver se passa

Na quarta-feira (27), Jerfson passou por audiência de custódia, e teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva pela juíza Helícia Vitti Lourenço, da 12ª Vara Criminal, que ainda determinou exame de insanidade mental e posterior internação provisória.

 

O depoimento do PM reformado foi realizado na Central de Flagrantes da Capital. No vídeo, divulgado pelo RepórterMT, ele respondeu que não se lembra do que aconteceu e negou que tinha a intenção de matar outras pessoas.

 

“Eu não sei o que aconteceu. Só sei que estava meio parada a minha mente. Mas a única coisa que vi foi um carro lá e... sei lá o que aconteceu. Não sei falar. Não lembro mais, apagou da minha mente. Minha mente é apagada”, disse.

 

“Não [queria matar ninguém]. Se tivesse uma arma, tinha matado era eu mesmo. Acabar comigo mesmo. Essa vida aí. Ou então encontrar esse filho da put* que fez isso comigo, mandar para o espaço”.

 

O delegado, então, perguntou se Jerfson estaria passando por algum problema e questionou se ele saiu de casa determinado a “matar ou morrer”. O suspeito negou, novamente, e citou um demônio.

 

“Não é só eu, não [que tenho problemas]. Esse sistema, um demônio, não sei que desgrama é, que se eu encontrasse ele sozinho, eu mesmo ia acabar com isso. Queria encontar o culpado. não quero [matar], não”, disse.

 

“Eu quero pegar o chefe mesmo, demônio filho de uma égua. Já falei para eles, se eu for para o inferno, vou agarrar na garganta dele, vai ter dois infernos, filho da put*”.

 

Nos momentos finais do depoimento, o PM reformado continuou falando sobre vozes que lhe causam dor de cabeça. Disse que em um dos episódios, bateu a cabeça na parede na tentiva de parar a dor. 

 

"[Estou sendo ameaçado] Não só de morte. É um espírito, filho de uma égua. Não gosto nem de falar dessa imundície. Só o dia que eu tiver no jeito, vai ver só".

 

Tomei um monte de medicamentos. Eu estava fazendo [acompanhamento com psiquiatra] e por falta de dinheiro, condição, não fui mais. Mas me lembro vagamente

Cabeça na parede

 

Jerfson ainda afirmou que já tomou diversos medicamentos, mas que atualmente não faz acompanhamento médico psiquiátrico.

 

“É só esse capeta que fica aqui na minha cabeça. É como se fosse um satélite, apontando, alguma coisa acima da minha cabeça. Tem hora que bato a cabeça na parede para ver se passa".

 

“Tomei um monte de medicamentos. Eu estava fazendo [acompanhamento com psiquiatra] e por falta de dinheiro, condição, não fui mais. Mas me lembro vagamente, parece que eu tinha telefonado para um... Ou minha mãe tinha telefonado e ficou de retornar e não retornou”.

 

Exame de insanidade mental

 

Na decisão que decretou a prisão preventiva do PM reformado, a juíza também determinou que ele realize um exame de insanidade mental, por suspeita de esquizofrenia, e seja internado provisoriamente. 

 

“Determino, ainda, que o custodiado seja imediatamente encaminhado para tratamento médico de urgência na UPA Verdão para a verificação de um profissional da área da saúde visando avaliar a necessidade de estabilização do possível quadro de surto psicótico e avaliação médica acerca da necessidade da medida de internação, sob a custódia dos policiais penais”, consta no documento.

 

“Após a avaliação médica, o autuado deverá ser encaminhado para sala especial no Batalhão da PM, até a sua transferência para o hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou para a internação em nosocômio psiquiátrico, a critério do médico responsável”.

 

Veja o vídeo:

 

 

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Deyved Sobrinho  28.08.25 12h10
Orientação N° 1: Finja de doido.
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