Cuiabá, Quinta-Feira, 26 de Março de 2026
09.04.2025 | 16h04 Tamanho do texto A- A+

Popularidade das criptos no Brasil cresce e se iguala à dos fundos de investimento

A popularidade das criptomoedas no Brasil é impressionante. Uma pesquisa conduzida pelo Instituto Locomotiva em parceria com uma grande exchange revelou que cerca de 42% dos investidores brasileiros já possuem algum tipo de criptoativo em suas carteiras, um número equivalente ao percentual de pessoas que investem em fundos de investimento.

 

Esses dados reforçam a percepção de que, a cada ano, as criptos deixam de ser consideradas um mercado de nicho para se tornarem parte essencial do portfólio de diversos perfis de investidores. Além disso, outras fontes também apontam para a rápida expansão do mercado cripto no Brasil.

 

Estima-se que mais de 17% da população brasileira já esteja envolvida de alguma forma nesse setor, seja por meio de corretoras, fintechs ou aplicativos de pagamentos que oferecem acesso a moedas digitais. A verdade é que as criptomoedas com potencial de crescimento estão, aos poucos, conquistando o mercado financeiro no Brasil.

 

A força dos números e a adesão dos brasileiros

 

De acordo com a pesquisa do Instituto Locomotiva, organização reconhecida por estudos de mercado e de opinião pública, a poupança ainda é a modalidade mais popular, citada por 66% dos entrevistados. Em seguida aparecem contas de pagamento e rendimento (55%), títulos privados (50%), ações (41%), previdência privada (31%), títulos públicos (31%) e moedas internacionais (25%).

 

No entanto, o dado que tem chamado mais atenção é o crescimento dos tokens digitais, que chegaram aos mesmos 42% de adesão dos fundos de investimento. Esse patamar inédito demonstra como o Brasil, tradicionalmente conservador em relação aos seus instrumentos de investimento, começa a abrir espaço para novas alternativas que surgem com o avanço da tecnologia e da digitalização dos serviços financeiros.

 

O aumento de aplicativos que facilitam a compra de moedas digitais, combinado com um ambiente regulatório em desenvolvimento, incentiva a diversificação de investimentos e o interesse por produtos mais arrojados. Outro fator que contribui para esse fenômeno é a popularização da educação financeira.

 

Nos últimos anos, diversas instituições de ensino, influenciadores e empresas do setor têm promovido conteúdos sobre criptomoedas, blockchain e economia digital, o que torna o público mais preparado para aproveitar as oportunidades que esse mercado oferece.

 

Binance, em parceria com a Blockchain Rio, lançou o programa "Blockchain on the Road", levando workshops educacionais sobre blockchain e Web3 a 17 universidades brasileiras em 2025, com o objetivo de capacitar mais de 2,3 mil estudantes. Assim, o que antes era visto como complexo, hoje já se mostra acessível para uma parte grande parte da população.

 

Perfil e motivações do investidor cripto brasileiro

 

A volatilidade dos criptoativos, muitas vezes encarada como fator de risco, também é apontada como um dos principais atrativos para quem busca altas possibilidades de retorno. Conforme o levantamento do Instituto Locomotiva, 20% dos entrevistados escolheram justamente o potencial de ganhos das criptos como o maior motivo para investir.

 

A liquidez do mercado foi citada por 13%, evidenciando a facilidade de compra e venda desses ativos ao longo do dia, sem restrições de horário. Outros aspectos mencionados pelos participantes incluem a independência em relação a sistemas financeiros tradicionais, a possibilidade de negociação a qualquer momento, os custos de manutenção mais baixos e a segurança oferecida por tecnologias como o blockchain.

 

Além disso, a diversificação do portfólio foi citada como uma estratégia para diluir riscos, algo relevante para quem já mantém investimentos em produtos convencionais e deseja ampliar as opções de rendimento. O mesmo estudo mostra que a maioria dos investidores de criptomoedas é do sexo masculino e possui renda acima de 10 salários mínimos, mas esse perfil vem mudando progressivamente.

 

Há cada vez mais interesse feminino nos criptoativos, bem como o aumento da participação de pessoas de diferentes faixas de renda e níveis de escolaridade. O que fica evidente é que, apesar de ainda atrair principalmente profissionais de áreas de tecnologia ou finanças, o setor de criptomoedas já extrapolou esses limites e alcançou o público em geral.

 

Iniciantes em finanças, por exemplo, tendem a ver o universo cripto como uma oportunidade de entrar em um novo mercado antes que ele se torne saturado ou completamente regulado. Assim, grande parte desses investidores busca informações em canais online e comunidades especializadas para entender como funcionam as carteiras digitais, a custódia dos ativos e a segurança de suas transações.

 

 

Outro dado interessante é que 55% dos entrevistados disseram possuir ao menos três tipos de investimento, enquanto 45% diversificam ainda mais, com quatro ou mais modalidades. Essa tendência mostra que o investidor brasileiro deixou de se contentar somente com a poupança ou com os fundos bancários e busca ter maior controle sobre seu portfólio.

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