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10.06.2025 | 17h00 Tamanho do texto A- A+

Com 11 mortes por Influenza, Cuiabá faz apelo por vacinação

Secretária afirma que é fundamental que grupo prioritário procure se imunizar o quanto antes

Victor Ostetti/MidiaNews

A secretária municipal de Saúde de Cuiabá, Lúcia Helena Barboza Sampaio

A secretária municipal de Saúde de Cuiabá, Lúcia Helena Barboza Sampaio

DA REDAÇÃO

A secretaria municipal de Saúde de Cuiabá voltou a alertar a população sobre o aumento expressivo dos casos de Influenza A e B na Capital. Conforme a secretária de Saúde, Lúcia Helena Barboza Sampaio, a situação já é considerada preocupante devido à baixa cobertura vacinal registrada até o momento.

É fundamental que as pessoas pertencentes aos grupos prioritários se vacinem o quanto antes

 

“Estamos vivenciando uma circulação intensa do vírus Influenza em nossa cidade. Já são 11 mortes confirmadas, inclusive a de uma criança com menos de um ano. É fundamental que as pessoas pertencentes aos grupos prioritários se vacinem o quanto antes. A vacina é eficaz e pode reduzir em até 85% os casos graves. Só conseguiremos conter esse avanço com o apoio da população”, destacou a secretária.

 

Dados da Vigilância Epidemiológica mostram um aumento de 539,12% nos casos notificados de Influenza A e B entre residentes de Cuiabá em 2025, em comparação com o mesmo período de 2024.

 

Entre 1º de janeiro e 25 de maio deste ano, foram notificados 678 casos entre moradores da Capital, frente a 92 casos no mesmo intervalo do ano anterior.

 

A faixa etária mais afetada em 2025 é a de 0 a 6 anos, com 343 casos, seguida por pessoas entre 15 e 59 anos (232 casos). Idosos com mais de 60 anos somam 90 casos, e crianças entre 7 e 14 anos, 128 registros.

 

Até o momento, foram confirmadas 11 mortes por Influenza em 2025 — 10 em pessoas com mais de 60 anos e 1 em uma criança com menos de 1 ano. Em 2024, foram registradas 3 mortes, todas em idosos.

 

Vacinação: baixa cobertura e risco elevado

 

A campanha de vacinação contra a gripe segue em andamento exclusivamente para os grupos prioritários, conforme definido pelo Ministério da Saúde. A imunização está disponível gratuitamente nas 70 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital.

 

Até agora, apenas 21,37% da meta de vacinação do público-alvo foi atingida, o que acendeu um alerta na Prefeitura.

 

Fazem parte dos grupos prioritários:

 

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos

  • Gestantes e puérperas

  • Idosos (60 anos ou mais)

  • Povos indígenas e comunidades quilombolas

  • Pessoas em situação de rua

  • Trabalhadores da saúde

  • Professores

  • Profissionais das forças de segurança e salvamento

  • Caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo e portuários

  • Trabalhadores dos Correios

  • Pessoas com deficiência permanente ou com doenças crônicas

  • População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional

Mais de 54 mil doses já foram aplicadas, mas o número ainda está muito abaixo da meta mínima de 50% de cobertura vacinal entre os grupos prioritários — exigência para considerar a ampliação da vacinação ao público em geral.

 

A Secretaria tem promovido ações levando equipes de vacinação a escolas, creches, empresas, instituições de longa permanência para idosos e outros setores públicos e privados. A vacinação também está sendo realizada em shopping centers da capital aos sábados, durante o mês de junho.

 

Apelo

 

“Enquanto não atingirmos ao menos 50% da meta de vacinação do público prioritário, não será possível ampliar a imunização para o público geral. A vacina é nossa principal aliada para evitar que mais pessoas desenvolvam formas graves da doença e que tragédias, como a morte de crianças e idosos, se repitam", afirmou a secretária.

 

A vacinação anual contra a Influenza é essencial, especialmente devido à alta capacidade de mutação do vírus. A imunização protege contra complicações graves, hospitalizações e óbitos, especialmente entre os mais vulneráveis.

 

 

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3 Comentário(s).

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Wilber  11.06.25 10h29
Infelizmente não é só em MT, outros locais como Santa Catarina, também sofrem com essa estatística. A vacinação sempre foi o melhor resultado.
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Toni Amorim  11.06.25 10h12
Já que os grupos prioritários não estão comparecendo, então liberem as vacinas para a população em geral.
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LAIRCE ALBUES  10.06.25 19h37
Liberem logo para as outras faixas etária essas vacinas, eu tenho interesse, minha família toda tem, mas não nos enquadramos nesse grupo prioritário, já foi dado o tempo necessário pra esse grupo, se eles não querem libera logo pra quem quer
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