Pedestres que precisam atravessar a avenida da Prainha, na região do Morro da Luz, em Cuiabá, reclamam da falta de segurança e do perigo constante de atropelamento. A distância até a faixa de pedestres mais próxima agrava o problema, que atinge especialmente usuários do transporte público que sobem ou descem dos ônibus no ponto instalado no local.

Letícia Maciel precisa atravessar a avenida com frequência, e admite já ter visto diversas situações de risco.
“É um local onde muita gente que desce dos ônibus que vêm do CPA atravessa para pegar outros que vão para a região do Coxipó. A faixa de pedestre é muito longe. A gente vai atravessar fora, principalmente quando nosso ônibus está chegando”, explica. A faixa fica a cerca de 60 metros dali.
Outra pedestre, Alexia Oliveira, diz que as pessoas precisam atravessar uma das faixas e aguardar no canteiro central para “tentar a sorte” e atravessar a segunda.
Ambas as faixas são muito movimentadas, especialmente nos horários de pico.
“É um fluxo intenso de carros, e as pessoas têm que tentar a sorte de conseguir um tempinho de travessia. E é um lugar pouco iluminado. Muitas vezes um pedestre está atravessando e o motorista pode não ver. Isso também é um outro perigo”, afirma Alexia.
Já ocorreram diversas situações em que pessoas tropeçaram no canteiro, ou quase foram atropeladas, relatam pedestres.
A faixa de pedestres – que abrange os dois sentidos da avenida – mais próxima está localizada em um semáforo a cerca de 60 metros dos pontos de ônibus.
O arquiteto especialista em mobilidade urbana, Pedro Ernesto, diz que não é funcional para o pedestre andar muito, principalmente no calor de Cuiabá.
“A gente tem que pensar que, na hora que aquela pessoa for desembarcar do ônibus, como é que ela vai acessar o lugar que deseja ir? E é inevitável que haja cruzamentos que o pedestre tenha que atravessar de um lado ao outro de uma via. Só que essas travessias têm que ser pensadas. Ali tem muitas pessoas”, explica.
“Claro que não de forma que atrapalhe o fluxo dos carros, mas [precisa de uma travessia] pensada de uma forma que seja funcional para o pedestre. E nesse sentido, a gente tem que pensar, por exemplo, que o pedestre não tolera andar muito. Em Cuiabá, vai ser pior ainda por conta do calor. Andar é desgastante”, diz o arquiteto.
Ele explica que a engenharia de tráfego de Cuiabá está muito voltada a garantir uma agilidade dos veículos. “Ao pensar no transporte individual, você acaba deixando de lado o pedestre e o transporte público, o que é um problema”.
“Resolver isso não é fácil. Os técnicos da Prefeitura têm que ter esse cuidado de ir lá, ver as dinâmicas nos dias da semana e ver como é que seria um arranjo em que essa travessia poderia ser mais segura. Isso de forma que seja funcional para o pedestre e que não atrapalhem tanto o transporte dos carros”, diz o arquiteto.
Ele destaca que o Centro é uma região em que as pessoas andam principalmente a pé. É necessário ter uma estratégia que deixe a locomoção segura para eles, diz.
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3 Comentário(s).
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| Severina 10.02.25 15h06 | ||||
| Não adianta nada fazer viaduto etcs., foi feito em frente a rodoviária e é a minoria que usa, continuam arriscando suas vidas e comprometendo a dos motoristas | ||||
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| Jorge Fagundes 10.02.25 09h21 | ||||
| Tenta atravessar a Miguel Sutil em frente ao Shopping Estação qualquer hora do dia!! | ||||
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| Rodrigo 09.02.25 10h22 | ||||
| Ninguém se preocupe... pois Abílio prometeu em campanha que construiria um viaduto nesse ponto. Vamos esperar! Com paciência.. por favor. | ||||
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