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05.04.2021 | 14h45 Tamanho do texto A- A+

Técnica acusa hospital de irregularidades com pacientes da Covid

Amanda Benício fez boletim de ocorrência contra Hospital São Judas Tadeu, que nega irregularidades

Reprodução

No detalhe, a técnica de enfermagem Amanda  Benício, que acusou o hospital São Judas Tadeu

No detalhe, a técnica de enfermagem Amanda Benício, que acusou o hospital São Judas Tadeu

BRUNA BARBOSA
DA REDAÇÃO

O Hospital São Judas Tadeu, em Cuiabá, está sendo acusado de cometer supostas irregularidades no tratamento de pacientes com Covid-19.

 

Por meio de boletim de ocorrência, registrado da manhã desta segunda-feira (5), a técnica de enfermagem Amanda Delmondes Benício, de 38 anos, afirmou que a unidade estaria sem medicamentos e tratando pacientes de maneira inadequada.

 

O hospital negou todas as acusações por meio de nota (veja abaixo).

 

Segundo ela, que trabalhou no hospital até recentemente, "fecharam o centro cirúrgico e fizeram uma semi-UTI, mas que não havia sedação, medicamentos e que estão amarrando os pacientes porque estão acordando" (veja a íntegra do boletim abaixo).

 

Fecharam o centro cirúrgico e fizeram uma semi-UTI, não tem sedação, medicamentos, estão amarrando os pacientes porque estão acordando

No B.O., Amanda citou o caso do major Thiago Martins de Souxa, de 34 anos, que estava internado com Covid-19 na unidade e morreu neste domingo (4).

 

Conforme o relato da técnica de enfermagem, uma fisioterapeuta teria colocado uma máscara VNI (ventilação não-invasiva) em Thiago, e errado ao regular a pressão do aparelho. 

 

Com isso, a saturação do major teria chegado a 29% e ele teria ficado roxo. Em seguida, Amanda disse que tirou a máscara VNI e conectou uma máscara venture 15 litros no major.

 

Ela disse que ele conseguiu avisar uma amiga advogada para ir até o hospital, que estavam "matando ele", e pediu socorro.

 

Outros pacientes que estavam no local também teriam pedido ajuda após o caso. 

 

O major teria conseguido mandar mensagens para amigos e familiares onde, de acordo com a ténica, relatou os maus tratos cometidos pela equipe do hospital e pediu que uma advogada registrasse um boletim de ocorrência. 

 

UTI sem sedação

 

De acordo com o B.O., Amanda chegou a procurar os donos do hospital através das redes sociais para relatar as irregularidades. 

 

Ela teria sido demitida na última quinta (1º) e compareu ao hospital nesta segunda (4) para reclamar que o salário não havia caído na conta. 

 

A responsável do RH teria batido na mesa e gritado para Amanda: "Se você é doida, eu também sou". 

 

Outro lado

 

De acordo com a direção do hospital, Amanda trabalhou 50 dias na unidade e foi demitidia na semana passada por "práticas dissonantes com as exigidas pelo hospital". 

 

Por conta da demissão, a unidade acredita que a denúncia da ténica foi feita com intenção de promover "retaliação e vingança". 

 

"É evidente que as afirmações são desprovidas de qualquer fundamento e principalmente provas. Diante da gravidade, o Hospital está empenhado na adoação das medidas cíveis e criminais cabíveis em face da profissional e isso será a maior resposta que poderemos dar a população", diz trecho do posicionamento do hospital.

 

O Hospital São Judas Tadeu ressaltou que a instituição tem histórico de excelência em serviços prestados há mais de 35 anos. 

 

"Sempre atuamos com profissionais sérios e comprometidos com a ética e o bem estar dos pacientes e assim permaneceremos nossa caminhada", consta em nota emitida unidade. 

 

Leia a nota do hospital:

 

"O Hospital São Judas Tadeu vem, nesta oportunidade, negar veementemente todas as notícias veiculadas na data de hoje, 5 de abril de 2021, que envolvem condutas supostamente promovidas em desfavor da saúde dos pacientes.

 

As acusações espúrias foram proferidas por uma funcionária que trabalhou 50 dias na Instituição, e foi demitida na semana passada justamente por práticas dissonantes com as exigidas pelo Hospital e, por isso, utiliza-se dessa pauta com cunho de promover retaliação e vingança.

 

É evidente que as afirmações são desprovidas de qualquer fundamento e principalmente provas. Diante da gravidade, o Hospital está empenhado na adoação das medidas cíveis e criminais cabíveis em face da profissional e isso será a maior resposta que poderemos dar a população. 

 

De qualquer forma, reforçamos que o Hospital São Judas Tadeu é uma Instituição séria e respeitada, com histórico de excelência em serviços prestados à população cuiabana há mais de 35 anos. 

 

Sempre atuamos com profissionais sérios e comprometidos com a ética e o bem estar dos pacientes e assim permaneceremos nossa caminhada."

 

Veja o BO:

 

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