Cuiabá, Sábado, 28 de Março de 2026
DO CAMPO À INOVAÇÃO
28.03.2026 | 18h21 Tamanho do texto A- A+

Tecnologia redefine o agro e domina debate da SUCESU-MT no Show Safra

Evento reuniu lideranças para discutir como inovação, dados e gestão estão transformando o setor

DA ASSESSORIA

O avanço da tecnologia no agronegócio e seu impacto direto na produtividade, eficiência e tomada de decisões foram o centro do debate promovido pela SUCESU-MT durante o Show Safra. O painel reuniu especialistas, lideranças empresariais e representantes do setor para discutir como a transformação digital está redesenhando o agro brasileiro.

 

Com o tema “Tecnologia para o Agro e o papel da SUCESU na conexão entre lideranças, inovação, negócios e desenvolvimento do setor”, o encontro trouxe uma abordagem prática e estratégica sobre os desafios e oportunidades da digitalização no campo.

 

De acordo com o presidente da SUCESU-MT, Edson Yonaha, a entidade tem papel fundamental na articulação entre diferentes agentes do ecossistema tecnológico.

“A tecnologia deixou de ser apenas suporte e passou a ocupar uma posição estratégica dentro das empresas. O papel da SUCESU é justamente conectar lideranças, promover conhecimento e acelerar a aplicação prática da inovação no agro”, destacou.

 

O painel também trouxe a visão de quem vive a operação no dia a dia. Representantes de grandes empresas do setor ressaltaram que a tecnologia já gera impactos concretos, especialmente na eficiência operacional, integração de processos e apoio à tomada de decisão.

 

Entre os principais desafios apontados estão a necessidade de alinhamento entre tecnologia e estratégia de negócio, a maturidade digital das organizações e a superação de barreiras culturais dentro das empresas. “A verdadeira transformação acontece quando a tecnologia deixa de ser suporte e passa a gerar eficiência e vantagem competitiva”, analisa Jaime Bueno, gerente de tecnologia da Agro Amazônia.

 

Outro ponto destacado foi a importância da governança e do uso inteligente de dados para garantir escalabilidade e competitividade em um setor cada vez mais complexo e dinâmico.

 

Na avaliação de especialistas de mercado, o agro brasileiro ainda vive um momento de transição: enquanto algumas empresas avançam de forma estruturada na transformação digital, outras ainda operam com iniciativas pontuais, sem integração entre sistemas e processos.

 

“O grande desafio não é mais acessar a tecnologia, mas sim transformar essa tecnologia em resultado concreto para o negócio”, reforçou Ricieri Casadey, Head de Tecnologia da Fiagril.

 

Além de discutir o cenário atual, o painel também projetou tendências para os próximos anos, com destaque para o avanço da inteligência artificial, automação, análise de dados e cibersegurança como pilares da nova fase do agronegócio.

 

Integração de dados e IA 

 

O futuro da tecnologia no agronegócio passa, inevitavelmente, pela organização e integração de dados. A avaliação é do CEO da ADD IT Clound Solutions, Eduardo Chiste, um dos convidados do painel, ele aponta a base informações como o principal gargalo e também a maior oportunidade do setor.

 

Segundo ele, o avanço da inteligência artificial no campo depende menos das ferramentas e mais da qualidade dos dados. “Sem dados estruturados e sistemas integrados, o próximo passo simplesmente não acontece”, resume.

 

O alerta ganha peso diante de um cenário preocupante: cerca de 80% dos projetos de inteligência artificial fracassam, principalmente por falhas na organização das informações e pela desconexão entre sistemas. Na prática, empresas ainda investem em tecnologia sem clareza sobre o retorno ou sem maturidade interna para sustentar as soluções.

 

Para Chiste, o caminho é estratégico: antes de adotar IA, é preciso definir objetivos claros, mensuráveis e alinhados ao negócio, além de garantir preparo tecnológico e equipes capacitadas.

 

No campo, a transformação tende a acelerar. A expansão da conectividade, impulsionada por soluções como a Starlink, começa a reduzir uma das principais limitações históricas das áreas rurais. Ainda assim, o desafio não está totalmente resolvido.

 

Com mais conexão, cresce também o volume de dados gerados por máquinas e dispositivos no campo, em tempo real. Esse novo cenário, segundo o executivo, abre espaço para ganhos expressivos de produtividade — desde que as informações sejam bem estruturadas e convertidas em decisões estratégicas.

 

“O que vem pela frente é um agro mais eficiente e competitivo, mas isso só será possível para quem souber organizar seus dados, integrar sistemas e usar a inteligência artificial de forma estratégica”, conclui.

 

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