Na manhã de sexta-feira (27), Carine Rubio, caloura de Engenharia Sanitária e Ambiental, plantou uma árvore pela primeira vez. É o primeiro projeto que participa desde que ingressou na Universidade. Para ela, a ação deixará o campus “mais bonito, agradável e fresco”.
A estudante participou da ação promovida pelo Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental (DESA), ligado à Faculdade de Engenharia de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (FAET) da UFMT. Além de Carine, cerca de 120 alunos participaram do plantio de 150 mudas de árvores nativas e frutíferas do cerrado em dois pontos estratégicos: as margens do Córrego do Barbado e o entorno do Restaurante Universitário (RU).
A ideia é formar um pomar ao lado do RU, com frutas disponíveis para alunos e servidores, e recuperar parte da vegetação do córrego. “Sabemos que aqui as mudas vão ter manutenção, vão crescer e se desenvolver, mais tarde os alunos poderão colher os frutos dessas árvores”, afirmou Rosiane Carnaíba, engenheira florestal do Verde Novo, projeto do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que forneceu as mudas.
O plantio simboliza um ciclo de retribuição e aprendizado na UFMT. Rosiane é egressa da instituição e retornar ao campus para arborizá-lo é uma forma de garantir frutos às próximas gerações. Essa visão é compartilhada pelo diretor da FAET, Roberto Perillo, que vê nos atuais estudantes os multiplicadores fundamentais dessa consciência ambiental, preparando-os como futuros profissionais que levarão essas práticas sustentáveis ao mercado de trabalho.
Valteir Vieira Cabral, presidente do Instituto Técnico de Educação, Esporte e Cidadania (ITEEC Brasil), parceiro na ação, corrobora: "É missão do aluno e da universidade trabalhar a sustentabilidade; nada melhor do que reunir a comunidade para isso. Nossa proposta é unir forças — poder público, ONGs e instituições — para a recuperação ambiental". Para ele, a escolha da data é significativa, por celebrar o Dia Mundial das ONGs.
Combate a espécies invasoras
As novas mudas também contribuirão para a manutenção do ecossistema local ao combater uma espécie invasora: a leucena. "O ponto mais importante é a Área de Preservação Permanente (APP), que tem muitas leucenas. Vamos ver se essas espécies nativas conseguem competir com elas e vencer", explica Theonizi Albues, servidora da Gerência de Conservação da Prefeitura do Campus.
As leucenas são agressivas para o ecossistema nativo e se espalham rapidamente no ambiente. Elas liberam um composto químico chamado mimosina, que inibe a germinação e impede o crescimento de espécies ao redor.
Representando o Instituto de Educação da UFMT, a professora Cássia Fabiane elogiou a ação e explicou que as mudas devem melhorar a qualidade do ar, amenizar o calor e contribuir para o combate às mudanças climáticas: “Educar também é semear consciência”, afirmou. Ao final da ação, quem participou pôde levar mudas para casa como forma de agradecimento pela contribuição.
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