Cuiabá, Quarta-Feira, 1 de Abril de 2026
IRMÃS MORTAS
16.09.2024 | 17h45 Tamanho do texto A- A+

Vítima ligou para candidato pedindo R$ 100 mil para pagar resgate

Rayane Alves Porto, de 25 anos, e sua irmã Rithiely Alves Porto, 28, foram assassinadas no sábado

Reprodução

Rayane, candidata a vereadora pelo Republicanos, e Hérculis da Saúde (PSD)

Rayane, candidata a vereadora pelo Republicanos, e Hérculis da Saúde (PSD)

GIORDANO TOMASELLI
DA REDAÇÃO

A candidata a vereadora Rayane Alves Porto (Republicanos), de 25 anos, sequestrada e morta no último sábado (14) junto com sua irmã, Rithiely Alves Porto, de 28, ligou para seu aliado e candidato a prefeito de Porto Esperidião (322 km de Cuiabá), Hérculis da Saúde (PSD), pedindo ajuda para um suposto resgate.

 

A informação foi confirmada por Hérculis ao MidiaNews. Rayane pediu ao candidato a quantia de R$ 100 mil, que seria o valor que um dos líderes da facção criminosa, identificado apenas como “Véio”, teria solicitado para liberar as vítimas.

 

Por videochamada da Penitenciária Central do Estado, ele comandava a sessão de tortura das vítimas, que estavam em cárcere privado em uma casa na região central de Porto Esperidião.

 

O candidato, no entanto, não foi a única pessoa para quem as irmãs ligaram pedindo a quantia em dinheiro. Herculis confirmou que falou com Rayane, que ligou do próprio celular dela, provavelmente obrigada por algum dos sequestradores.

 

Ao MidiaNews, o delegado Higo Rafael Ferreira afirmou que os depoimentos colhidos até o momento confirmam as ligações, mas que não há informação de que a quantia tenha sido paga por alguma das pessoas que receberam a ligação. Para sua segurança e enquanto aguarda a Polícia confirmar a motivação do crime, o candidato evitou dar mais declarações.

 

Até o momento, a principal hipótese é de que elas tenham sido mortas por fazerem um sinal que é tido como símbolo de uma facção rival. Por ordem do líder da facção, as duas foram assassinadas a golpes de faca após serem torturadas.

 

Abalado

 

Hérculis se disse muito triste e abalado com o crime, que acabou chocando e comovendo toda a cidade. Ele diz que não era amigo de Rayane, mas durante a campanha, por serem do mesmo grupo, acabaram trabalhando juntos.

 

Não éramos próximos, mas durante a campanha tivemos bastante contato, por isso estou muito abalado

“A cidade é pequena, então todos meio que se conheciam e a Rayane era circense. Não éramos próximos, mas durante a campanha tivemos bastante contato, por isso estou muito abalado. Vamos seguir na luta em prol do reconhecimento à luta e ao nome da Rayane”, disse.

 

Segundo ele, Rayane era mais próxima do grupo do candidato a vice na chapa, Mandela, mas durante a campanha ela chegou a trabalhar até com sua esposa, pensando em novos projetos para a área cultural. “Era alguém bastante ativa e amigável”, completou.

 

O candidato foi no velório das irmãs neste domingo e cancelou toda a agenda do fim de semana, começando a retomar as atividades aos poucos nesta segunda (16).

 

Agora, ele acompanha o avançar das investigações.

 

Leia mais:

 

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Silva  17.09.24 07h34
Quer dizer que as facções estão proibindo as pessoas de fazer aceno com as mãos? Então vai ter que colocar placas de publicidade em todos os lugares, em cada ponto da cidade etc... com os seguintes dizeres: " proibido fazer self com acenos com os dedos das mãos . Favor, fechar as mãos ". Em pontos de bancos: " retire seu dinheiro, mais não conte" . Só falta exigirem na maternidade: nossos filhos nasce e saia sem dedos. Até onde chega, que pena.
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