O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, demonstrou cautela ao comentar a provável delação premiada do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso pela PF. O ministro relembrou um ‘histórico ruim’ com casos de delação premiada, se referindo a Operação Lava Jato, e disse que além do valor jurídico, o conteúdo gerará forte repercussão política.
Gilmar também ressaltou que, para ter validade jurídica, o delator precisa apresentar fatos novos e ainda não investigados, reforçando que não cabe ao colaborador apenas repetir o que já consta nos autos ou o que já foi provado pela Polícia Federal e pela Procuradoria.
“Vamos aguardar os desdobramentos. Como vocês sabem, não temos uma excelente experiência com delações. Precisamos ter um aprendizado institucional bastante sofisticado, portanto, não venha me contar o que já está nos autos ou o que já está provado”, disse na última sexta-feira (27) durante visita a Cuiabá.
“A gente não pode desprezar o impacto político que pode ter. São coisas que precisamos separar: o valor jurídico e a repercussão política. É inegável que terá repercussão política”, encerrou.
Veja o vídeo:
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