Cuiabá, Terça-Feira, 31 de Março de 2026
JUDICIÁRIO DESGASTADO
17.11.2010 | 20h10 Tamanho do texto A- A+

De 0 a 10, brasileiro dá nota 4,55 para Justiça, diz Ipea

A honestidade dos integrantes no Judiciário e a punição aos que se envolvem em casos de corrupção é o quesito pior avaliado

MidiaNews

Poder Judiciário tem avaliação negativa, segundo levantamento feito pelo Ipea

Poder Judiciário tem avaliação negativa, segundo levantamento feito pelo Ipea

UOL NOTÍCIAS

A honestidade dos integrantes no Judiciário e a punição aos que se envolvem em casos de corrupção é o quesito pior avaliado pelos brasileiros neste Poder, segundo o Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), criado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) para mostrar como a população enxerga os serviços de utilidade pública e seu grau de importância para a sociedade. Os números divulgados nesta quarta-feira (17) são sobre Justiça e Cultura.

“De zero a dez, que nota você daria para a justiça brasileira?”, questionou o Ipea aos entrevistados. A avaliação geral foi de 4,55. Foram levados em conta fatores como honestidade, imparcialidade, rapidez, custo, facilidade no acesso e capacidade de produzir “decisões boas” que “ajudem a resolver os casos de forma justa”.

De acordo com a pesquisa, a dimensão da honestidade dos integrantes da justiça e punição para casos de corrupção é a que apresenta a pior avaliação, juntamente com a imparcialidade no tratamento dos cidadãos e da rapidez na decisão dos casos.

Melhores avaliados, mas não com a nota máxima, estão  a capacidade de produzir decisões boas, que ajudem a resolver os casos de forma justa, e a facilidade de acesso à Justiça. 

A pior avaliação está no Sudeste, que possui a maior carga do processos do país, seguido das regiões Sul, Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Ainda conforme o estudo, autores de ação na Justiça fazem uma avaliação pior do serviço do que aqueles que nunca tiveram a experiência de um processo.

Segundo o Ipea, o objetivo do novo sistema é permitir ao setor público estruturar as suas ações para uma atuação mais eficaz, de acordo com as demandas da população brasileira.

Além dos indicadores de justiça e cultura, haverá, nas próximas edições, percepções sobre segurança pública; serviços para mulheres e de cuidados das crianças; bancos; mobilidade urbana; saúde; educação; e qualificação para o trabalho.

A pesquisa foi feita presencialmente, com visitas aos domicílios. Foram ouvidos 2.770 brasileiros em todos os Estados do país.

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João Gabriel  19.11.10 16h11
Este é o pior dos orgãos públicos, pois este, deveris nos proteger, este deveria esta acima de qualquer suspeita, e esta sempre envolvido nas macutaias dos mais poderosos, este deveria dar exemplo de dignidade, ética, bom carater, mas não tem jeito, boa parte deste isntiruição esta tão podre quanto a qualquer orgão público, onde os funcionários acham que são donos do estado, principalmente os politicos, e que estão sempre fazendo favor aos contribuinte. Como diria Boris Casoi "ISTO É UMA VERGONHA"
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Amarildo Feitosa  18.11.10 16h13
Realmente essa nota é muito alta se avaliarmos os magistrados de Mato Grosso, escadalos e impunidade aos senhores das togas... Que vergonha... quem deveria dar exemplo a sociedade,são os piores.
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Mauro Figueiredo  17.11.10 22h38
SE LEVARMOS EM CONTA OS EXEMPLOS QUE A JUSTIÇA DE MATO GROSSO OFERECE, A NOTA 4,55 É MUITO ALTA. OS APLICADORES DA LEI DEVERIAM SER EXEMPLOS PARA A POPULAÇÃO EM TODOS OS SENTIDOS, MAS INFELIZMENTE NÃO É ISSO QUE ACONTECE. SE O MAGISTRADO FAZ "UM MAL FEITO" SE DIZ QUE ELE FOI "INDUZIDO AO ERRO" E TUDO ACABA EM PIZZA. ACREDITO QUE ESTA NA JUSTIÇA O MAIOR PROBLEMA DO NOSSO PAÍS.
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