A Justiça de Mato Grosso concedeu prisão domiciliar à influenciadora digital Kauany Beatriz de Sá Silva, presa em Alta Floresta, na quinta-feira (5), durante a Operação Showndown, da Polícia Civil.
Ela é acusada de participação em um esquema de lavagem de R$ 20 milhões do tráfico de drogas proveniente de uma facção criminosa da região. Kauany é filha da criminosa Angélica Saraiva de Sá, a Angéliquinha, líder da facção, que está foragiada.
A audiência de custódia foi conduzida pelo juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop, nesta sexta-feira (6). Na decisão, o magistrado citou que Kauany é gestante e mãe de uma criança menor de 12 anos.
Também passaram por audiência Guilherme Luareth, namorado da influenciadora, e o avô dela, Paulo Felizardo. Ambos tiveram as prisões preventivas mantidas.
Entre as determinações para a manutenção da domiciliar, Kauany deve comparecer a todos os atos do processo, manuter contato telefônico e endereço atualizados, utilizará monitoramento eletrônico e teve a suspensão do passaporte.
A operação
A Polícia Civil cumpriu quatro mandados de prisão contra integrantes da mesma família acusada de fazer a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas na região de Alta Floresta.
Além de Kauany, Guilherme e Paulo, Angéliquinha também foi alvo da operação. Ela fugiu do Presídio Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, em agosto do ano passado e segue foragida.
Kauany e Guilherme foram presos em Alta Floresta. Paulo Felizardo foi localizado e detido em uma região de garimpo em Novo Astro, distrito de Nova Bandeirantes.
Além das prisões, a Justiça expediu sete mandados de busca e apreensão, seis sequestros de veículos, quatro sequestros de imóveis, sete bloqueios de contas bancárias e três suspensões de pessoas jurídicas.
As investigações apontam que o grupo familiar movimentou mais de R$ 20 milhões em valores incompatíveis com a renda declarada. O dinheiro era obtido com o tráfico de drogas comandado por Angéliquinha.
Para dar aparência lícita aos recursos, a família utilizava empresas de fachada nos ramos de calçados, beleza e roupas multimarcas. Outra ferramenta eram plataformas digitais de jogos de azar on-line, nas quais os valores eram inseridos e posteriormente apresentados como ganhos legítimos.
Um dos braços do esquema era a exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta, gerenciado por Paulo Felizardo, pai de Angéliquinha. Ele também administrava um bar e prostíbulo próximo a Nova Bandeirantes, local que, segundo a polícia, servia de apoio para extorsões a garimpeiros e para a prática de tráfico de drogas. O ouro extraído era utilizado como mecanismo para ocultar e reinserir os recursos ilícitos no mercado formal, dificultando o rastreamento financeiro.
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