Cuiabá, Quinta-Feira, 5 de Março de 2026
B.O. NO BELVEDERE
05.03.2026 | 17h00 Tamanho do texto A- A+

Advogado diz que juiz é vítima e não agressor de jardineiro

Trabalhador teria apontado serra elétrica para Wladymir Perri após magistrado se queixar de barulho

Reprodução

O juiz Wladymir Perri, da 2ª Vara Criminal de Várzea Grande, que foi acusado de ameaçar trabalhador

O juiz Wladymir Perri, da 2ª Vara Criminal de Várzea Grande, que foi acusado de ameaçar trabalhador

ANGÉLICA CALLEJAS
DA REDAÇÃO

A defesa do juiz Wladymir Perri, que foi acusado de ameaça por um jardineiro na manhã desta quinta-feira (5), no Condomínio Belvedere, em Cuiabá, negou que o magistrado tenha apontado arma ao trabalhador e afirmou que ele teria sido a vítima da situação.

 

Ocorre que o cidadão, não aceitou a abordagem e se indispôs de forma desproporcional, gestos de apontamento consistente em apontar a serra elétrica ao magistrado

Conforme o boletim de ocorrência registrado pelo jardineiro, o fato teria ocorrido por volta das 8h, quando o trabalhador realizava serviço em uma residência vizinha à do magistrado, na quadra 12 do condomínio. Irritado com o barulho, o juiz teria reclamado com trabalhador.

 

Em seguida, Wladymir teria ido até um carro estacionado na garagem de sua casa, de onde pegou uma arma. Segundo a vítima, ele então se aproximou apontando o objeto em sua direção e ordenou que o barulho fosse imediatamente cessado.

 

Na nota divulgada pelo advogado do juiz, a defesa afirma que o magistrado não portava arma de fogo e que, na verdade, teria sido ameaçado pelo jardineiro, que estaria utilizando uma serra elétrica durante o serviço.

 

Segundo o advogado, Wladymir apenas se dirigiu ao trabalhador para pedir que o barulho fosse reduzido, pois o serviço estaria causando incômodo em sua residência. Ainda conforme a defesa, o juiz não teria saído de dentro de sua casa e não houve qualquer contato físico entre os dois.

 

A nota defende que o magistrado carregava apenas um saco de sapato contendo lápis de cor dos filhos, que haviam sido buscados dentro do carro, e que não havia arma dentro do objeto.

 

A defesa também afirma que o jardineiro teria reagido de forma desproporcional à abordagem, chegando a apontar a serra elétrica na direção do magistrado.

 

"Ocorre que o cidadão, não aceitou a abordagem e se indispôs de forma desproporcional, gestos de apontamento consistente em apontar a serra elétrica ao magistrado", diz trecho da nota. 

 

O advogado ainda declarou que o juiz considera as acusações inverídicas e informou que medidas judiciais estão sendo adotadas para responsabilizar o trabalhador e preservar a honra e a imagem do magistrado.

 

O caso é investigado pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), em razão do foro por prerrogativa de função do juiz.

 

A Corregedoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) informou que irá apurar a ocorrência.

 

Leia a nota na íntegra:

"Diante das notícias veiculadas na data de hoje acerca de suposto incidente envolvendo o magistrado Wladymir Perri, venho a público, na condição de advogado constituído, apresentar o esclarecimento que os fatos exigem e restabelecer a verdade sobre o ocorrido.

 

Inicialmente, é indispensável registrar que o Dr. Wladymir Perri é, neste episódio, a vítima e não o agressor, como se pretendeu fazer crer a partir de um registro unilateral junto à delegacia.

 

Cumpre esclarecer que não havia qualquer relação contratual entre o Dr. Wladymir Perri e o jardineiro. O prestador de serviço realizava trabalho para um vizinho do magistrado. Diante do impacto causado pelo serviço em sua residência, o Dr. Wladymir Perri, em sua residência e sem deslocar da mesma, dirigiu-se ao profissional de forma respeitosa, buscando, a todo momento minimizar o desconforto e o incomodação decorrente e produzido pelo queixoso. 

 

Ocorre que o cidadão, não aceitou a abordagem e se indispôs de forma desproporcional, gestos de apontamento consistente em apontar a serra elétrica ao magistrado. É fundamental, mesmo diante desse contexto que não houve qualquer contato físico entre o Dr. Wladymir Perri e o jardineiro.

 

O magistrado portava apenas um saco de cor amarela, de sapato, em que nesse objeto havia tão somente os lápis de cores dos seus filhos, qual  o magistrado estava assim portando, tendo em vista, que foi buscar o material escolar de seus filhos que encontrava dentro do veiculo, portanto, não havia qualquer arma dentro desse objeto (saco de colocação sapato), diga-se, único objeto que possuía naquele momento.

 

Portanto, ao contrario de noticiado pela imprensa local e, quiçá, decorrente do histórico da narrativa do boletim de ocorrência, reproduziu fato inverídicos, ou seja, que não aconteceram.

 

Este é um momento extremamente constrangedor, tendo em vista, que o fato não aconteceu na forma narrada, diga-se, e a frente de sua residência, portanto, como se observa do presente esclarecimento, não foi em via pública, não foi na residência da suposta vítima e, mais foi em horário de descanso da própria família, portanto, não foi o Dr. Wladymir Perri, qual saiu procurando qualquer ato de desavença e agora de exposição.

 

Por fim, esclareço que as medidas judiciais estão sendo tomadas, até porque, quem estava armado com serra elétrica era a suposta vítima. 

 

As medidas judiciais cabíveis já estão sendo adotadas para a devida responsabilização, bem como para a preservação da honra e da imagem do magistrado".

 

Leia mais:

 

Jardineiro registra B.O. contra juiz por suposta ameaça com arma

 

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COMENTÁRIOS
3 Comentário(s).

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Djuca  05.03.26 18h35
AINDA BEM QUE ESSES CONDOMÍNIOS CHIQUES SÃO CHEIOS DE CÂMERAS. ESPERO QUE "DIVULGUEM" AS IMAGENS EM SITES COMO ESSE, PRA GENTE "ASSISTIR" A VERDADE.
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Antônio Santana do E Santo  05.03.26 18h34
Já que foi a vítima porq não deu voz de prisão. Não tem esse poder? Mas eum juiz contra um jardineiro ne Deve ser apurado sim
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José Eduardo  05.03.26 17h29
Só ver as câmeras e tudo será esclarecido
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