A Justiça de Mato Grosso determinou a soltura do investigador da Polícia Marcos Paulo Angeli, preso há um mês alvo da Operação Diaphthora. O investigador é acusado auxiliar na elaboração de um suposto "gabinete do crime" montado na Delegacia de Peixoto de Azevedo.
Apesar da soltura, ele terá que cumprir medida cautelares, entre elas, uso de tornozeleira eletrônica, suspensão da posse e porte de arma de fogo e do passaporte, e proibição de frequentar à Delegacia de Peixoto de Azevedo, Matupá e de outras unidades da região norte do Estado.
A decisão é assinada pelo desembargador Lídio Modesto, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, nesta sexta-feira (17).
Marcos Paulo ingressou com um recurso pedindo a extensão do habeas corpus que determinou a liberdade do delegado da Polícia Civil Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues, nesta quinta-feira (16).
Geordan foi apontado como o mentor e articulador do “gabinete do crime”, e Marcos Paulo seria seu “braço direito”.
Lídio Modesto acatou o pedido do investigador pois, segundo ele, a decisão que decretou a prisão preventiva do investigador tem “fundamentação idêntica” e “se deu com os mesmos fatos e fundamentos do paciente Geordan, com apenas as diferenças de um ser delegado e outro policial civil”.
“Considerando que o requerente Marcos Paulo Angeli está na mesma situação fático-processual do paciente Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues, e, inexistindo qualquer vetor de individualização [...], defiro a extensão dos efeitos da decisão de mérito concedida neste habeas corpus, para conceder liberdade provisória ao paciente”, determinou o desembargador.
No último dia 2 de maio, o Superior Tribunal de Justiça havia negado um habeas corpus impetrado pela defesa do investigador, sob o argumento de que o pleito não havia sido analisado pelo Tribunal de Justiça.
A operação
De acordo com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil, o delegado e o investigador montaram um verdadeiro "gabinete do crime" na Delegacia de Peixoto do Azevedo.
Eles são acusados de solicitar o pagamento de vantagens indevidas para liberação de bens apreendidos; exigiam pagamento de “diárias” para hospedagem de presos no alojamento da delegacia e, ainda, pagamentos mensais sob a condição de decidir sobre procedimentos criminais em trâmite na unidade policial.
Conforme a investigação, o esquema ainda contava com participação de advogados e garimpeiros da região.
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