Cuiabá, Quinta-Feira, 9 de Abril de 2026
CONTRATO "FAKE"
09.04.2026 | 16h10 Tamanho do texto A- A+

Justiça condena Rubens e médica a pagarem R$ 700 mil à Unimed

Valor é referente a repasses indevidos à empresa Arché Negócios Ltda., da médica Suzana Palma

MidiaNews

O ex-presidente da Unimed, Rubens de Oliveira, que deve ressarcir a Unimed por supostos pagamentos irregulares

O ex-presidente da Unimed, Rubens de Oliveira, que deve ressarcir a Unimed por supostos pagamentos irregulares

ANGÉLICA CALLEJAS
DA REDAÇÃO

A Justiça de Mato Grosso condenou o ex-presidente da Unimed Cuiabá, Rubens Carlos de Oliveira Júnior, e a ex-diretora financeira e médica Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma a ressarcir R$ 700 mil por danos materiais causados à cooperativa.

Presente a prova do dano à cooperativa, a procedência dos pedidos de ressarcimento é a medida que se impõe

 

A decisão é assinada pela juíza Olinda de Quadros Altomaré, da 11ª Vara Cível de Cuiabá, e foi publicada nesta quinta-feira (9). Na ação, também foi condenada a empresa Arché Negócios Ltda., de propriedade da médica. 

 

Rubens, Suzana e outras pessoas ligadas à antiga gestão são investigados por um suposto rombo que pode chegar a R$ 400 milhões nas contas da Unimed, durante o quadriênio 2019-2023. Eles foram alvos da Operação Bilanz, deflagrada pela Polícia Federal em outubro de 2024. Recentemente, Suzana fechou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). 

 

Na ação, a cooperativa alegou que auditoria externa e fiscalização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) identificou pagamentos elevados e irregulares a título de “comissões” e “corretagem” à empresa Arché. 

 

Investigações da Operação Bilanz apontou que a Unimed Cuiabá pagou R$ 700 mil de comissão à empresa por um serviço de intermediação financeira relativo a um empréstimo de R$ 33 milhões junto ao Sicoob/Credicom.

 

No entanto, segundo as investigações, toda a negociação foi feita diretamente entre a cooperativa médica e a instituição financeira, sem participação de terceiros.

 

Na decisão, a juíza afirmou que os valores pagos não tinham comprovação de serviços efetivamente prestados, o que gerou prejuízo ao patrimônio da cooperativa.

 

“A auditoria externa, corroborada pela fiscalização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), apontou que a Unimed Cuiabá, sob a gestão do réu Rubens Carlos de Oliveira Junior, celebrou contratos e realizou pagamentos de comissões sem a devida transparência e sem a demonstração de efetivo benefício econômico que justificasse a magnitude dos valores".

 

“A conduta do ex-diretor, ao autorizar pagamentos vultosos sem o devido lastro, configura, no mínimo, culpa grave na gestão dos recursos da cooperativa, atraindo sua responsabilidade pessoal e solidária pelo dano causado”, escreveu.

 

Quanto a Suzana e à sua empresa, a juíza destacou que a simples apresentação de notas fiscais não é suficiente para comprovar a regularidade dos pagamentos, especialmente na ausência de relatórios ou de provas concretas da prestação dos serviços.

 

"Assim, ausente a comprovação da efetiva e regular prestação dos serviços que justificariam os pagamentos, e presente a prova do dano à cooperativa, a procedência dos pedidos de ressarcimento é a medida que se impõe".

 

Leia mais:

 

Ex-presidente da Unimed Cuiabá é preso em operação da PF

 

Perícia da PF confirma maquiagem contábil e rombo de R$ 400 mi

 

Rubens cita US$ 500 mil em paraíso fiscal e compra de apês em SP

 

PF: ex-Unimed perseguia e segurava pagamentos de desafetos

 

PF obtém conversas sobre comissão de R$ 700 mil na gestão Rubens

 

Ex-diretora financeira da Unimed firma acordo de delação premiada

 

Delação premiada não prevê ressarcimento e exige nomes e provas

 

Delatora diz que contrato foi assinado em jantar regado a vinho

 

Entre no grupo do MidiaNews no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).




Clique aqui e faça seu comentário


COMENTÁRIOS
1 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:
Marque "Não sou um robô:"
ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. Comentários ofensivos, que violem a lei ou o direito de terceiros, serão vetados pelo moderador.

FECHAR

Paulo   09.04.26 17h22
Fizeram um rombo de 400 milhões e agora só vão pagar 700 mil?! Absurdo!
1
0