Cuiabá, Sábado, 28 de Março de 2026
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28.03.2026 | 15h00 Tamanho do texto A- A+

Juíza mantém prisão de PM e esposa acusados em esquema

Edinilton de Melo e Angela Santana foram detidos na manhã de quinta-feira (26), na Operação Speakeasy

Josi Dias/TJ-MT

A juíza Edna Ederli Coutinho, que manteve as prisões de Edinilton de Melo e sua esposa, Angela Santaba

A juíza Edna Ederli Coutinho, que manteve as prisões de Edinilton de Melo e sua esposa, Angela Santaba

ANGÉLICA CALLEJAS
DA REDAÇÃO

A Justiça de Mato Grosso manteve as prisões do segundo-sargento aposentado da Polícia Militar, Edinilton Freitas de Melo, e sua esposa, Angela Maria Santana, em audiência de custódia realizada na quinta-feira (26). Eles são acusados de envolvimento em um esquema de lavagem de R$ 200 milhões para líderes de uma facção criminosa em Mato Grosso.

 

A decisão foi assinada pela juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá.

 

Edinilton e Angela foram detidos na manhã de quinta, na Operação Speakeasy, da Polícia Civil, que cumpriu 100 ordens judiciais nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Pontes e Lacerda, além de Goiânia (GO) e Barueri (SP). 

 

Foram 12 mandados de prisão preventiva, 12 mandados de busca e apreensão, além de 35 sequestros de veículos, 12 suspensões de pessoas jurídicas e 29 bloqueios de contas bancárias. 

 

As investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), foram iniciadas pela Delegacia de Campo Verde em 2024, com a localização de um veículo em nome de uma empresa de Várzea Grande, que estava em posse do líder de uma facção criminosa daquela cidade. 

 

O vínculo levou a polícia a descobrir uma conexão direta da empresa com o grupo criminoso.

 

A partir dessa ligação, a investigação identificou que os alvos levantados atuavam na lavagem de dinheiro sob o comando direto de líderes da facção criminosa, alguns presos e outros foragidos da Justiça.

 

Eles se beneficiavam financeiramente dessa prática, ostentando uma vida financeira elevada, com posse de carros e imóveis de alto valor, entretanto sem possuírem profissão registrada ou renda declarada que sustentasse esse padrão social. Alguns estavam ligados à facção, enquanto outros eram integrantes do grupo criminoso.

 

Conforme as investigações, para a lavagem de dinheiro, eram utilizadas empresas fantasmas ou de fachada, principalmente no ramo de bebidas alcoólicas, como distribuidoras de bebidas, comércio de joias e equipamentos eletrônicos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Goiânia (GO), alcançando uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 200 milhões no período entre janeiro de 2021 e 2025.

 

Foram apreendidos veículos de luxo, joias, aparelhos celulares e notebooks. Todo o material e os alvos das prisões foram levados à delegacia para a realização dos procedimentos legais cabíveis. As ordens judiciais foram cumpridas com apoio da Delegacia Regional de Pontes de Lacerda, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo e das unidades da Draco de Sinop, Goiânia e Campo Grande.

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