Cuiabá, Quinta-Feira, 2 de Abril de 2026
LUCIANO SOUZA DE ARRUDA
18.12.2020 | 05h30 Tamanho do texto A- A+

Eu Tomo a Vacina!

Deixemos conflitos e polêmicas de lado. Assim, como eu muitos tomarão

Minha mãe Maria Izidoria de Souza (In memoriam) sempre me levou para tomar Vacina. Apesar de não ter tido uma formação escolar, ela era sábia. Sabia da importância da Vacina para imunizar seus filhos.

 

Em 1973, houve a Criação do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em 1975, lá estava eu participando da Campanha contra a Meningite Meningocócica, tomei a Vacina. 1977, pelo histórico foi o primeiro calendário básico de vacinação. 1980, Campanha de vacinação contra a poliomielite, tomei a Vacina.

 

Quando fui ao Estado de Rondônia pela primeira vez, era parada obrigatória a Vacina contra a Malária no município de Vilhena divisa com o Estado de Mato Grosso. Tomei a Vacina. Como sou Professor todo ano tomo a Vacina influenza, contra gripe. Tomei e estou vivo.

 

Essa polêmica em tomar Vacina, fez-me lembrar do episódio 2 da 1ª Temporada da Série Dr. House, série médica norte-americana criada por David Shore e exibida de 16 de novembro de 2004 a 21 de maio de 2012. Seu personagem principal é o Dr. Gregory House, interpretado pelo ator inglês Hugh Laurie.

 

Eu Tomo a Vacina contra a Pandemia do Covid-19, coronavírus, quando os políticos brasileiros deixarem

A série passa-se num hospital universitário fictício chamado Princeton-Plainsboro Teaching Hospital, na cidade de Princeton no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos. Taí uma Série que você não pode deixar de assistir. Neste episódio, uma mãe leva seu bebê para consultar. E aí começa o diálogo entre o Dr. House e a mãe do bebê.

 

Dr. House comenta: “as datas de vacinação estão vencidas” a mãe diz: “nós não vacinamos” Dr. House: “você acha que não funciona? mãe: “acho que as companhias farmacêuticas querem que eu pense que elas funcionam para aumentar os seus lucros desonestos” Dr. House: “sabe qual é outro negócio muito bom? Caixões pequenos para bebês. Eles vêm em verde sapo ou vermelho bombeiro. Certo. Os anticorpos no seu leite protegem o bebê por apenas seis meses, motivo pelo qual essas companhias acham que podem te enganar. Pensam que você vai gastar o que elas pedem para manter seu bebê vivo.

 

Quer mudar as coisas? Prove que elas estão erradas. Se centenas de pais como você deixarem seus bebês morrerem em vez de gastarem 40 pratas em uma vacina, acredite, os preços cairão bem rápido.” É o capitalismo invadindo as questões sanitárias de saúde.

 

Sabe de uma coisa a Bíblia está certa, onde o apóstolo Pedro diz: “E à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, 2 Pedro 1:6. Exatamente, quando falta temperança e paciência ao ser humano, o individualismo prevalece.

 

A Vacina para vencer a Pandemia do Covid-19, coronavírus, não é patrimônio de um País, Estado ou Município, mas sim um patrimônio da humanidade.

 

Deixemos, os conflitos e as polêmicas de lado. Assim, como eu muitos tomaram e tomarão vacinas pelo planeta afora. Está na hora de sermos solidários e confiar na ciência como já temos feito a muito tempo.

 

Eu Tomo a Vacina contra a Pandemia do Covid-19, coronavírus, quando os políticos brasileiros deixarem.

 

Luciano Souza de Arruda é professor e Servidor Público.

*Os artigos são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. 

 

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Sebastião Augusto Corrêa de Moraes  19.12.20 02h38
O “confiar na ciência” e tomar a “Vacina contra a Pandemia do Covid-19, coronavírus, quando os políticos brasileiros deixarem”, me parece bastante contraditório. Se um médico tiver que apresentar parecer sobre questão sub judice, poderá o magistrado decidir sobre a questão posta, ignorando o parecer médico? Em matéria de saúde, um magistrado tem mais (ou mesmo qualquer) competência que o médico? Os “conflitos e polêmicas” em torno das vacinas contra a Covid-19 não são sem sentido. É obvio que todos queremos uma vacina contra a Covid-19, mas a que preço? Aqui não estou falando sobre dinheiro, ok? A matéria cita a frase - “Quer mudar as coisas? Prove que elas estão erradas”, fazendo referência de uma discussão sobre tomar vacina ou não, em uma série medica televisiva. Com respeito, mas eu discordo! A busca das provas não é pelos erros, mas pela demonstração e convencimento de que tais vacinas são confiáveis. A matéria também deixou de mencionar que o estudo e a produção de uma vacina passa por rígidos critérios, onde o longo tempo se faz necessário, o que não ocorreu com as vacinas contra a Covid-19. A vacina mais rápida criada foi contra a caxumba, pelo médico Maurice Hilleman, por causa da sua filha de 5 anos. Em 1963 sua filhinha tinha cinco anos, quando “acordou no meio da noite se sentindo mal”. A partir daí o seu pai correu atrás de uma vacina, e ela veio no ano de 1967, ano em que foi licenciada. Foram 4 anos para ficar pronta. Duas importantes situações entre diferem da vacina da caxumba com as vacinas contra a Covid-19. Primeiro é que a da vacina contra a caxumba, apesar de ser a mais rápida até agora criada, 4 anos é bem mais que o tempo que levou a vacina contra a Covid-19. Em segundo, a vacina contra a caxumba foi criada por um pai que amava sua filha, o que gera em nós sentimento de confiança no produto e admiração. Com as vacinas contra a Covid-19, diante de tudo que estamos vendo acontecer, o único sentimento é de medo. As próprias empresas que criaram as vacinas contra a Covid-19 estão tentando negociar a venda do produto com cláusula de isenção de responsabilidade. Os britânicos começaram a tomar, mas tem que assinar termo de responsabilidade. Será mesmo que toda discussão é bobagem? Podemos confiar? Por fim, os textos bíblicos citados no bojo da matéria não se coadunam com a sua mensagem. Melhor será o texto de 1Coríntios 14.20: “Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos”. Devemos analisar sabiamente o que está envolto sobre essa pandemia, sem negligenciar nenhum fato ou detalhe.
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