O delegado José Mauro, adjunto da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças, afirmou que a mulher suspeita de furtar bolsas de luxo da própria amiga mantinha uma amizade de 20 anos com a vítima e chegou a consolá-la pela morte da avó enquanto cometia os crimes. Ela foi indiciada pela Polícia Civil nesta segunda-feira (16) e responde o processo em liberdade.

suspeita estava sempre presente, oferecendo apoio, mas, ao mesmo tempo, praticava os furtos
Em entrevista ao MidiaNews, o delegado destacou que a relação próxima entre as duas tornou a descoberta ainda mais impactante para a vítima.
“Eram muito próximas, uma amizade de duas décadas. Viviam juntas, frequentavam a casa uma da outra. A vítima relatou que, após a morte da avó, com quem morava, houve uma aproximação ainda maior. A suspeita estava sempre presente, oferecendo apoio, mas, ao mesmo tempo, praticava os furtos”, disse.
Segundo José Mauro, foi a própria suspeita quem sugeriu a instalação de câmeras de segurança no quarto da vítima após o desaparecimento de objetos e agia pelos pontos cegos. Entre os itens furtados estavam bolsas de luxo,uma avaliada em cerca de R$ 25 mil, além de perfumes, cremes e aproximadamente R$ 2 mil em dinheiro.
“A vítima comentou sobre o sumiço dos objetos, e a própria amiga sugeriu instalar câmeras. Mesmo assim, ela se aproveitou de pontos cegos para cometer os furtos. Ao analisarmos as imagens, solicitamos busca e apreensão na casa dela, onde encontramos evidências do crime”, afirmou.
De acordo com o delegado, apesar das limitações das câmeras, as imagens mostram a suspeita se dirigindo ao guarda-roupa da vítima, fora do alcance da filmagem, com uma sacola vazia e saindo com volume.
“O guarda-roupa ficava em um ponto cego, mas era possível ver que ela ia até o local com uma sacola e retornava com ela aparentemente cheia. Isso fundamentou o pedido de busca e apreensão”, explicou.
A suspeita foi intimada a depor e negou os crimes. Conforme o delegado, ela chegou a ameaçar processar a vítima e apelou para o vínculo de amizade.
“Ela negou tudo, disse que poderia processar a vítima por desrespeito à amizade. Depois da busca, acabou entregando uma bolsa e alegou que havia pego apenas aquela. No entanto, com a análise de dispositivos eletrônicos, identificamos anúncios de outras bolsas em um site de vendas”, relatou.
Ainda segundo a investigação, os produtos eram comercializados por meio de uma loja virtual sediada em São Paulo. Na plataforma, a suspeita anunciou pelo menos três bolsas da vítima, incluindo a que foi posteriormente devolvida.
Mesmo diante das evidências, a mulher manteve a negativa até o fim, afirmando que havia apenas “emprestado” uma das bolsas. O inquérito foi concluído com o indiciamento.
O caso será encaminhado ao Ministério Público, que deverá adotar as medidas cabíveis.




