Cuiabá, Quarta-Feira, 4 de Março de 2026
ESTUPRO COLETIVO
04.03.2026 | 11h43 Tamanho do texto A- A+

Filho de ex-subsecretário do RJ se entrega e é o terceiro suspeito preso

Vitor Hugo Simonin se apresentou à polícia nesta quarta; ele e advogado não falaram com a imprensa

Divulgação/PCERJ

Jovens réus por estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, no Rio de Janeiro

Jovens réus por estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, no Rio de Janeiro

DA FOLHAPRESS

Vitor Hugo Oliveira Simonin foi preso na manhã desta quarta-feira (4) após se entregar à Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ele é um dos quatro réus no caso do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos.

 

Simonin é filho do agora ex-subsecretário da gestão Cláudio Castro (PL) José Simonin, exonerado na terça (3) da pasta de Governança, Compliance e Gestão Administrativa em meio à repercussão do caso.

 

Simonin chegou à delegacia por volta das 11h, andando e acompanhado de advogado. Ele vestia camiseta escura e boné preto. Nenhum dos dois conversou com a imprensa.

 

Ele é a terceira pessoa detida sob a suspeita de participar do estupro coletivo. Nesta terça, Matheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho se entregaram à polícia e também foram presos.

 

O delegado da 12ª DP, Ângelo Lages, espera que o quarto foragido, Bruno Felipe Alegretti, se entregue ainda nesta quarta. Não há uma expectativa em torno do horário em que isso pode acontecer.

 

Há ainda um adolescente de 17 anos apontado como responsável por atrair a vítima. Ele foi indiciado, mas ainda não foi apreendido.

 

O estupro teria ocorrido na noite de 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro. Imagens de câmeras de segurança registraram a entrada, por volta das 19h, e a saída dos suspeitos e da vítima, após 20h.

 

A adolescente de 17 anos relatou o episódio a amigos e familiares uma hora depois do ocorrido e compareceu à delegacia ainda naquela noite.

 

O delegado declarou nesta semana que ele e suas equipes chegaram a comparecer ao apartamento, que estava vazio.

 

"Este apartamento, que é da família do Vitor Hugo, é alugado por aplicativo. Como não conseguimos prendê-los em flagrante, fizemos a investigação. Ela [a vítima] foi encaminhada para exame de corpo de delito e foi muito importante porque o exame pericial foi totalmente compatível com o relato dela", afirmou o delegado.

 

O exame de corpo de delito identificou lesões relacionadas à violência física, como ferimentos na área genital, sangue no canal vaginal e hematomas nas costas e nos glúteos. Ao sair do apartamento, a adolescente disse que um dos jovens pediu a ela que levasse uma amiga da próxima vez.

 

A mãe da vítima declarou à TV Globo que a filha "se sentia muito culpada e queria desistir da vida por vergonha". A garota, segundo ela, "achava que por onde ela passasse todo mundo iria apontar para ela como estuprada".

 

Vitor Hugo é ainda investigado em um outro suposto estupro, denunciado pela mãe de uma adolescente na terça-feira (3).

 

Passo a passo do crime

 

Segundo relato da vítima e das câmeras de segurança

 

  1. Por WhatsApp, o ex-namorado pergunta se a vítima estava em Copacabana e a chama para encontrá-lo
  2. Às 19h24, Vitor Hugo Oliveira Simonin, Matheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho chegam ao apartamento onde o crime teria ocorrido
  3. Um minuto depois, a vítima e o ex-namorado chegam. No elevador, o menor diz que amigos estavam no local e que gostaria de fazer algo diferente, e ela diz ter recusado a ideia
  4. No quarto, segundo a vítima, ela e o ex-namorado iniciam uma relação consensual
  5. Os outros rapazes entram no quarto
  6. Vítima afirma que foi impedida de sair e forçada a praticar sexo com todos. Ela também relata que recebeu socos e tapas e que o ex-namorado a chutou no abdômen
  7. Às 20h25, o ex sai do apartamento com a vítima e depois retorna sozinho
  8. Às 20h42, os cinco jovens deixam o apartamento
  9. Ao voltar para casa, ela procura a família e vai à delegacia
  10. O exame de corpo de delito confirmou a existência de vestígios de conjunção carnal recente, atos libidinosos e violência real. Foram encontradas lesões nas regiões genital, glútea e dorsal

Fonte: relato da vítima; horários constam nos vídeos das câmeras de segurança

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