Operação Agro-Fantasma
Os empresários Pedro Henrique Cardoso, Mário Sergio Cometki Assis e Sergio Pereira Assis foram alvos da Operação Agro-Fantasma, deflagrada pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (4), acusados de crimes de estelionato e associação criminosa.
O grupo é investigado por um esquema de fraudes na compra de grãos em Mato Grosso, operado por meio das empresas Imaculada Agronegócios e Santa Felicidade Agro Indústria.
O MidiaNews antecipou os nomes dos envolvidos nesta terça-feira (3), após denúncia do produtor rural Silvano dos Santos, de Comodoro. Ele relatou prejuízos que ultrapassam R$ 70 milhões em operações realizadas em 2025 (leia AQUI).
Durante a ação, a Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão, além de determinar o bloqueio de contas bancárias e a indisponibilidade de bens móveis e imóveis.
Segundo as investigações, o grupo conquistava a confiança de produtores rurais para viabilizar transações que geraram dívidas superiores a R$ 58 milhões.
De acordo com Silvano, a parceria começou com pequenas vendas de soja, pagas regularmente. Com o tempo, sob a promessa de que o grupo possuía robustez financeira e lastro patrimonial, o produtor passou a adquirir grãos de terceiros em seu próprio nome para repassar aos empresários, acreditando na quitação integral nas datas ajustadas.
O esquema identificado pela polícia consistia em convencer as vítimas a usarem o nome de suas propriedades para compras de grãos a prazo. Esses produtos eram revendidos à vista pelo grupo para indústrias.
Os pagamentos das compras a prazo eram honrados pelos empresários apenas nos primeiros meses; posteriormente, eles interrompiam os pagamentos, deixando a dívida e o prejuízo com o produtor rural.
Fraude Fiscal e Ostentação
Além do estelionato e associação criminosa, o grupo é suspeito de fraude fiscal e recebimento de créditos indevidos. Entre os bens sequestrados pela Justiça, está uma aeronave avaliada em mais de R$ 5,8 milhões.
Os empresários mantinham um alto padrão de vida, residindo em condomínios de luxo e utilizando veículos importados de alto valor, como Porsches e caminhonetes Dodge Ram, bens que também foram alvo de sequestro.
Este estilo de vida colaborava para transmitir credibilidade e atrair os produtores rurais para o esquema.
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