Cuiabá, Terça-Feira, 24 de Março de 2026
"FATURA FINAL"
24.03.2026 | 09h20 Tamanho do texto A- A+

Gaeco prende sete por extorsão e apreende maços de dinheiro

Operação ainda cumpriu sete mandados de busca e apreensão; três foram na Penitenciária Central

Gaeco

Durante a operação, as equipes apreenderam vários maços de dinheiro

Durante a operação, as equipes apreenderam vários maços de dinheiro

DA REDAÇÃO

O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Militar deflagrou, na manhã desta terça-feira (24), a Operação Fatura Final, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que atuava no município de Sinop (a 500 km de Cuiabá), no norte de Mato Grosso.

 

Segundo as investigações, o grupo exigia de comerciantes pagamentos em troca de suposta proteção, prática conhecida como a “caixinha do comando”.

 

Na ação, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal, expedidos para endereços vinculados a investigados em liberdade, além de três mandados de busca e apreensão na Penitenciária Central do Estado (PCE), contra investigados que, mesmo custodiados, continuavam atuando na organização criminosa.

 

Durante operação, as equipes ainda apreenderam vários maços de dinheiro nas casas dos acusados. O montante ainda não foi calculado. 

 

As investigações apontaram o envolvimento do grupo em extorsões, práticas violentas de ameaças, mediação de conflitos privados e imposição de “sentenças” por meio do chamado Tribunal do Crime, determinadas por lideranças da facção criminosa.

 

A deflagração da operação foi autorizada pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias - Polo Sinop, que acolheu a representação do Ministério Público e reconheceu a necessidade da adoção de medidas cautelares contra a organização criminosa atuante na região norte do Estado.

 

A investigação apurou que os criminosos mantinham uma estrutura organizacional rígida, com divisão de tarefas entre gerentes, disciplinadores, executores, operadores financeiros e intermediadores de conflitos.

 

Foi possível constatar que os integrantes coagiam vítimas, arbitravam disputas privadas mediante graves ameaças e determinavam punições impostas pela facção criminosa, inclusive com a participação de membros custodiados, que, mesmo presos em unidades prisionais, continuavam a dar ordens.

 

Durante as investigações, os policiais tiveram acesso a diversos conteúdos que demonstram a forma de atuação dos criminosos, sempre baseada em ameaças e violência contra as vítimas.

 

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso orienta que denúncias relacionadas a organizações criminosas podem ser feitas de forma anônima pelos seguintes canais: 127 – Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso e 190 – Polícia Militar.

 

O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), força-tarefa permanente constituída pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, pela Polícia Judiciária Civil, pela Polícia Militar, pela Polícia Penal e pelo Sistema Socioeducativo.

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