O delegado Igor Sasaki, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), afirmou que Entre os envolvidos no grupo que planejou e tentou executar o "maior roubo de Mato Grosso", aos cofres da Brinks, em Confresa, em 2023, estão integrantes de facção criminosa, empresários e pessoas com histórico de reincidência.

Os envolvidos foram alvos da Operação Pentágono, deflagrada pela GCCO nesta quinta-feira (09). Ao todo, foram cumpridas 97 ordens judiciais, incluindo 27 mandados de prisão, 30 de busca e apreensão e o bloqueio de 40 contas bancárias, expedidos pela 3ª Vara Criminal de Barra do Garças.
A operação ainda teve autorização para bloqueio de até R$ 6 milhões em bens e valores.
De acordo com o delegado, não há provas de que uma facção criminosa tenha comandado o crime, embora parte dos envolvidos tenha ligação com esse tipo de organização.
“A gente não tem nenhuma prova que diga que é uma facção que fez o crime, mas a gente sabe que alguns membros dessa organização criminosa têm ligação com uma facção criminosa paulista. O financiamento veio por meio desse consórcio de pessoas”, afirmou.
“São pessoas dos mais diversos ramos: empresários, indivíduos com várias passagens criminais. Enfim, pessoas de diferentes áreas de atuação compõem essa organização criminosa”, acrescentou.
O delegado Gustavo Belão, titular da GCCO, afirmou ainda que pessoas sem antecedentes criminais também foram identificadas na investigação, como aquelas que participaram alugando veículos ou cedendo imóveis utilizados no planejamento da ação.
O crime
Em 9 de abril de 2023, cerca de 20 criminosos fortemente armados sitiaram o município de Confresa em uma ação coordenada. Parte do grupo invadiu o quartel da Polícia Militar, rendeu policiais e incendiou o prédio público, enquanto outros integrantes destruíram veículos e prédios, gerando pânico na população.
O principal alvo era a transportadora de valores Brinks. Com o uso de explosivos de alta potência, os criminosos tentaram arrombar o cofre, mas não conseguiram.
Durante a ação, moradores foram rendidos na entrada da cidade e obrigados a auxiliar na tentativa de invasão.
Após a falha, o grupo fugiu, abandonando veículos e parte dos materiais utilizados.
O caso foi considerado o maior e mais violento roubo já registrado em Mato Grosso. Apesar de não terem levado valores, os criminosos provocaram pânico na população, destruição de estruturas e veículos públicos e colocaram vidas em risco.
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