A personal trainer Kátia Valéria, que admitiu ter furtado joias da empresária Rose Piran, pode ser condenada a uma pena que varia de dois a oito anos, segundo o delegado Guilherme Bertolli, titular da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf).
A profissional é investigada pelo furto de relógios da marca Rolex, anéis, correntes e outros objetos de luxo da empresária durante o período em enquanto dava aulas para o filho da vítima.
O delegado informou que o inquérito deve ser concluído em cerca de 25 dias e Kátia será indiciada por furto qualificado por abuso de confiança na forma continuada, visto que foram vários furtos.
“A pena em abstrato do crime é de dois a oito anos de prisão. Tem uma porcentagem de aumento pela continuidade do crime também, mas isso já é em juízo”, afirmou Bertolli.
Segundo o Código Penal, em casos de penas maiores que 4 e menores de 8 anos, em regra, a pena será cumprida em regime semiaberto. Em casos de penas menores de 4 anos, em regra, o condenado cumprirá pena no regime aberto. As regras valem para condenados não reincidentes.
Próximos passos
De acordo com o delegado, os investigadores tentam localizar outras possíveis vítimas da personal.
Porém, conforme ele, ainda não houve novas denúncias contra Kátia até o momento.
Após a conclusão das investigações, o inquérito policial será entregue à Justiça.
O caso
Kátia trabalhava há cerca de dois anos para a família como personal trainer do filho da empresária, que tem 18 anos.
Segundo Bertolli, a suspeita foi conduzida à Derf na última quinta-feira (17) para ser interrogada sobre o furto de um Rolex avaliado em R$ 200 mil após Rose Piran dar conta do sumiço da peça.
O delegado disse que a empresária chegou em casa na quarta-feira e deixou o Rolex em cima de uma bancada no quarto enquanto a personal dava aula para o seu filho. Na manhã seguinte, a vítima foi usar o relógio, mas não o encontrou.
“Ela foi analisar as imagens das câmeras de circuito interno de vigilância dos corredores e viu que a personal entrou rapidamente no quarto, coisa de 8 segundos, e saiu. Ela confirmou a suspeita que tinha em relação à personal”, explicou Bertoli.
A vítima esperou Kátia chegar para dar outra aula para seu filho e acionou a Polícia Civil, que conduziu a suspeita para a delegacia. No entanto, a personal não foi presa, pois não havia situação de flagrante, visto que o crime ocorreu no dia anterior.
Bertolli também revelou que há um boletim de ocorrência por furto registrado em fevereiro deste ano contra a personal.
O delegado contou que Kátia teria experimentado sete peças de roupa no provador da loja Carmen Steffens, no Pantanal Shopping, mas devolveu somente seis. A vendedora suspeitou e se deu conta do furto ao encontrar a etiqueta da roupa jogada atrás de um puff no provador.
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