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23.12.2020 | 14h09 Tamanho do texto A- A+

Personal que confessou furtos de joias pode pegar até 8 anos

Kátia Valéria será indiciada por furto qualificado por abuso de confiança, conforme delegado

Reprodução

O delegado Guilherme Bertoli conduz o inquérito policial

O delegado Guilherme Bertoli conduz o inquérito policial

BIANCA FUJIMORI
DA REDAÇÃO

A personal trainer Kátia Valéria, que admitiu ter furtado joias da empresária Rose Piran, pode ser condenada a uma pena que varia de dois a oito anos, segundo o delegado Guilherme Bertolli, titular da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf).

 

A profissional é investigada pelo furto de relógios da marca Rolex, anéis, correntes e outros objetos de luxo da empresária durante o período em enquanto dava aulas para o filho da vítima.

 

O delegado informou que o inquérito deve ser concluído em cerca de 25 dias e Kátia será indiciada por furto qualificado por abuso de confiança na forma continuada, visto que foram vários furtos.

 

“A pena em abstrato do crime é de dois a oito anos de prisão. Tem uma porcentagem de aumento pela continuidade do crime também, mas isso já é em juízo”, afirmou Bertolli.

 

Segundo o Código Penal, em casos de penas maiores que 4 e menores de 8 anos, em regra, a pena será cumprida em regime semiaberto. Em casos de penas menores de 4 anos, em regra, o condenado cumprirá pena no regime aberto. As regras valem para condenados não reincidentes.

 

Próximos passos

 

De acordo com o delegado, os investigadores tentam localizar outras possíveis vítimas da personal.

 

Porém, conforme ele, ainda não houve novas denúncias contra Kátia até o momento.

 

Após a conclusão das investigações, o inquérito policial será entregue à Justiça.

 

O caso

 

Kátia trabalhava há cerca de dois anos para a família como personal trainer do filho da empresária, que tem 18 anos.

 

Segundo Bertolli, a suspeita foi conduzida à Derf na última quinta-feira (17) para ser interrogada sobre o furto de um Rolex avaliado em R$ 200 mil após Rose Piran dar conta do sumiço da peça.

 

O delegado disse que a empresária chegou em casa na quarta-feira e deixou o Rolex em cima de uma bancada no quarto enquanto a personal dava aula para o seu filho. Na manhã seguinte, a vítima foi usar o relógio, mas não o encontrou.

 

“Ela foi analisar as imagens das câmeras de circuito interno de vigilância dos corredores e viu que a personal entrou rapidamente no quarto, coisa de 8 segundos, e saiu. Ela confirmou a suspeita que tinha em relação à personal”, explicou Bertoli.

 

A vítima esperou Kátia chegar para dar outra aula para seu filho e acionou a Polícia Civil, que conduziu a suspeita para a delegacia. No entanto, a personal não foi presa, pois não havia situação de flagrante, visto que o crime ocorreu no dia anterior.

 

Bertolli também revelou que há um boletim de ocorrência por furto registrado em fevereiro deste ano contra a personal.

 

O delegado contou que Kátia teria experimentado sete peças de roupa no provador da loja Carmen Steffens, no Pantanal Shopping, mas devolveu somente seis. A vendedora suspeitou e se deu conta do furto ao encontrar a etiqueta da roupa jogada atrás de um puff no provador.

 

 

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