Cuiabá, Quarta-Feira, 1 de Abril de 2026
ESQUEMA DE FACÇÃO
02.04.2024 | 11h08 Tamanho do texto A- A+

PJC: Presos em operação pretendiam se candidatar a vereador

Grupo investigado pela Polícia Civil é acusado de movimentar cerca de R$ 65 milhões

Angélica Callejas/MidiaNews

Delegados da Gerência de Combate ao Crime Organizado, da Polícia Civil, durante entrevista coletiva

Delegados da Gerência de Combate ao Crime Organizado, da Polícia Civil, durante entrevista coletiva

LIZ BRUNETTO E ANGÉLICA CALLEJAS
DA REDAÇÃO

Dois alvos da Operação Apito Final, deflagrada pela Polícia Civil contra um esquema de lavagem de dinheiro por parte de uma facção criminosa, tinham planos de se candidatar a vereador neste ano em Cuiabá. 

 

A informação foi confirmada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado nesta terça-feira (2).

 

Um deles era Fagner Paello, irmão de um dos principais alvos da Polícia Civil na operação, Paulo Witer Farias Paello, apelidado como W.T. 

 

O outro pré-candidato ao cargo era o advogado Jonas Cândido, que também foi preso. 

 

W.T., apontado como o tesoureira da facção criminosa, foi preso após uma partida de futebol em Maceió (AL), na última sexta-feira (29). 

 

Angélica Callejas/MidiaNews

carro paello propaganda

Veículos apreendidos com adesivos de propaganda com o sobrenome dos alvos

Ele é acusado de ser responsável pelo tráfico de drogas no Bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá, e também dentro de unidades prisionais na Capital.

   

W.T é presidente do time de futebol que leva o seu nome “Amigos do W.T”, e estava no campo quando após o jogo quando a prisão aconteceu.

 

O esquema

 

Segundo a GCCO, o esquema movimentou ao todo R$ 65.933.338 no período apurado.

 

A investigação teve início após a unidade especializada apurar que o principal alvo da operação e responsável pelo tráfico de drogas na região do Jardim Florianópolis, depois que deixou a prisão na Capital, se tornou tesoureiro de uma facção criminosa.

 

Ele é acusado de comprar inúmeros bens imóveis e veículos com valores adquiridos com as práticas criminosas. O dinheiro era movimentado em contas bancárias e, posteriormente, convertido em ativos lícitos para dissimular e ocultar a origem ilícita dos valores.

Além da movimentação bancária, a investigação identificou a aquisição de inúmeros terrenos, casas e apartamentos, muitos em condomínios de classe média na Capital, todos adquiridos em nome de um “testas de ferro”, mas diretamente vinculados com o alvo principal da investigação.

 

Também foram descobertas as aquisições de veículos com a utilização de garagens na compra e venda, como forma de dissimular a posse e propriedade dos automóveis.

 

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