A delegada Renata Evangelista, da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, disse que investigações apontam que Luzia do Nascimento Ramos, de 50 anos, foi morta por um desacordo financeiro após ela cobrar pelo pagamento de uma faxina, na cidade de Sinop.

Segundo Evangelista, por ora, a Polícia Civil descartou que a morte tenha sido um caso de feminicídio, após a oitiva do suspeito, de 38 anos, detido na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira.
“De acordo com os elementos colhidos no inquérito, o crime não teve motivação de gênero ou relação afetiva. O desentendimento teria ocorrido devido a um desacordo financeiro referente ao pagamento de uma faxina realizada pela vítima na residência do suspeito, que teria tido como forma de pagamento entorpecentes”, explicou a delegada por meio de nota.
As investigações apontam que, após Luzia receber pelo serviço com entorpecentes, ela voltou a cobrar pelo trabalho, o que gerou uma nova discussão entre os dois.
Ainda conforme a Polícia Civil, o encontro ocorreu em um ponto conhecido como “boca de fumo”, onde o suspeito afirmou ter passado o dia fazendo uso de drogas. Ele também alegou ser diagnosticado com esquizofrenia.
Durante o desentendimento, irritado com a cobrança, o homem desferiu um golpe de faca contra a vítima, que morreu no local.
O crime
Inicialmente, conforme o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, o suspeito havia afirmado que esfaqueou a mulher após ela dizer que estaria grávida dele e que ele não assumiria o suposto filho. A Polícia descartou qualquer relação afetiva entre os dois.
A informação sobre uma possível gestação ainda não foi confirmada, já que o laudo pericial da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) não foi concluído.
O crime ocorreu por volta das 16h30, no bairro Boa Esperança. A vítima foi encontrada caída ao solo, com sangramento intenso e já sem sinais vitais.
Testemunhas relataram que o suspeito estava alterado e chegou a tentar atacar outras pessoas antes de atingir Luzia com uma facada na região do pescoço.
“A autoridade policial reitera que, embora o crime seja de extrema gravidade, as evidências apontam para um homicídio qualificado por motivo fútil, e não para o crime de feminicídio, uma vez que inexistia o contexto de violência doméstica ou menosprezo à condição de mulher”, disse.
O suspeito permanece à disposição da Justiça, e o inquérito segue sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Sinop.
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