Cuiabá, Terça-Feira, 31 de Março de 2026
ALVO DE OPERAÇÃO
31.03.2026 | 09h00 Tamanho do texto A- A+

Saiba quem é o MC preso acusado de exaltar facção em Cuiabá

Odanil Gonçalo Nogueira da Costa também é acusado de prestar apoio logístico ao grupo criminoso

Reprodução

MC Mestrão foi preso pela Polícia Civil durante a Operação Ruptura CPX

MC Mestrão foi preso pela Polícia Civil durante a Operação Ruptura CPX

PIETRA NÓBREGA
DA REDAÇÃO

A Polícia Civil prendeu na manhã desta terça-feira (31), em Cuiabá, o cantor Odanil Gonçalo Nogueira da Costa, conhecido artisticamente como “MC Mestrão”, durante a Operação Ruptura CPX. Ele é apontado como integrante da maior facção criminosa do Estado e acusado de utilizar sua carreira musical para exaltar o grupo criminoso. 

 

"MC Mestrão" foi identificado pelas investigações como um dos principais disseminadores da ideologia da facção. Por meio de suas músicas, ele exaltava o grupo criminoso e suas lideranças, contribuindo para fortalecer a identidade e a influência social da organização em comunidades da Grande Cuiabá.

 

Entre suas músicas de funk, as mais conhecidas são: "Tomou pisada na cabeça" e "Amigos do WT, Terror Chegou" com 664 mil visualizações.

 

De acordo com os autos do inquérito, o cantor não se limitava à atuação artística. Ele é acusado de manter contato direto com membros do alto escalão da facção e frequentava ambientes utilizados como pontos de encontro dos integrantes do grupo. 

 

Além disso, segundo as apurações, "MC Mestrão prestava apoio logístico ao grupo, sendo responsável pela guarda e negociação de veículos roubados; 

 

A operação

 

A Operação Ruptura CPX foi deflagrada para desarticular uma organização criminosa com atuação na região metropolitana de Cuiabá. As investigações tiveram início a partir de um flagrante de furto e receptação de defensivos agrícolas. Com o avanço das apurações, os policiais identificaram uma estrutura hierarquizada e bem organizada, atuando em diversos bairros de Cuiabá e Várzea Grande.

 

O foco da ação foi o Complexo Residencial Isabel Campos (CPX) e áreas adjacentes, onde a facção buscava consolidar domínio territorial e impor um poder paralelo ao Estado.

 

Segundo as investigações, o grupo estabelecia regras próprias na região e monitorava a circulação de pessoas. Moradores eram coagidos a vigiar a movimentação de viaturas policiais e repassar informações aos criminosos, permitindo a rápida dispersão de suspeitos.

 

A estrutura da facção era dividida por áreas, com responsáveis designados para cada bairro. Qualquer atividade criminosa nas comunidades precisava ser previamente comunicada aos líderes locais, sob pena de punições internas.

 

Entre os crimes praticados pelo grupo criminoso estão furtos de defensivos agrícolas, roubos de veículos, furto de armas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, domínio territorial e apologia ao crime, com atuação na região metropolitana de Cuiabá. 

 

São cumpridos na operação 13 mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão domiciliar, decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo de Cuiabá. As ordens judiciais são cumpridas nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e na cidade de São Paulo (SP). 

 

Apologia ao crime

 

O delegado Antenor Junior Pimentel Marcondes, responsável pelas investigações, destacou que a facção utilizava um “mecanismo de vigilância comunitária forçada” para manter o controle territorial e dificultar a atuação das forças de segurança. Nesse contexto, a atuação de MC Mestrão era considerada estratégica, pois suas músicas funcionavam como ferramenta de propaganda criminosa, reforçando a influência do grupo nas comunidades.

 

O nome da operação, “Ruptura CPX”, simboliza o objetivo da Polícia Civil de romper com a estrutura de poder paralelo estabelecida pela facção na região, restabelecendo a autoridade estatal e a segurança da população.

 

 

Veja vídeos:

 

 

 

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