Cuiabá, Segunda-Feira, 20 de Maio de 2019
CRIMES BÁRBAROS
13.05.2019 | 14h39 Tamanho do texto A- A+

Polícia procura ossadas de mulheres que sumiram há seis anos

Suspeito foi preso em flagrante por ocultação de cadáver; vítimas tiveram relacionamento com ele

Reprodução

As buscas estão sendo realizadas no Bairro Nova Conquista, em Cuiabá

DA REDAÇÃO

Desde a manhã desta segunda-feira (13), a Polícia Civil realiza buscas aos corpos de duas mulheres que estão desaparecidas de 2013 em Cuiabá.

 

As investigações do Núcleo de Pessoas Desaparecidas, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), apontam que o suspeito, Adilson Pinto da Fonseca., de 48 anos, teria matado as mulheres e enterrado os corpos no terreno ou dentro da casa dele, no Bairro Nova Conquista, em Cuiabá. Ele já está preso por ocultação de cadáver.

 

A primeira vítima, Talissa de Oliveira Ormond, 22 anos, teve a comunicação do desaparecimento em julho de 2013. Ela era namorada do suspeito. A segunda vítima, Benildes Batista de Almeida, 39 anos, que desapareceu em dezembro de 2013, seria sua ex-mulher.

 

Ossada de uma delas foi encontrada a mais de 1 metro de profundidade perto da calçada, na lateral da casa. Mesmo usando equipamento apropriado para rastreamento de solo, foi uma denúncia recebida enquanto o trabalho era realizado que ajudou as equipes na localização do ponto em que o corpo havia sido ocultado.

 

A segunda ossada ainda não foi encontrada. No entanto, após a primeira ossada ser localizada, Adilson acabou confessando as duas mortes e informando onde teria enterrado a segunda vítima.

 

O delegado Fausto José Freitas da Silva acompanha os trabalhos no local, junto com equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), do Corpo de Bombeiros, da Águas Cuiabá e de um professor de Geologia da Universidade Federal de Mato Grosso. Um cão farejador está sendo usado nas buscas.

 

“Viemos com uma equipe preparada para esse trabalho, com perícia, um professor de geologia para fazer levantamento do solo e aparelhagem especifica para identificação dos pontos. Uma ossada já encontramos. A retirada dos ossos é muito delicada, tem que se tirar osso por osso para não quebrar. Temos uma suspeita do segundo local da outra vítima”, disse.

 

Os inquéritos, com mais de dois volumes de informações colhidas ao longo dos anos da investigação, direcionam para o suspeito. “Mas não tínhamos corpo e agora poderemos concluir”, afirmou o delegado, que deve novamente interrogar o preso para saber das motivações  e circunstâncias em que as mortes ocorreram.

 

Os sumiços

 

Talissa de Oliveira Ormond teve o desaparecimento comunicado em 8 julho de 2013, cerca de quatro dias depois de sumir. A mãe da moça contou que ela tinha saído para trabalhar em uma empresa de telefonia e não mais deu notícias.

 

Na empresa, a chefe da vítima informou à mãe que naquele dia ela tinha trabalhado o dia todo e quando saiu havia um rapaz moreno em uma motocicleta à espera dela. Mas ninguém a viu sair com ele. No dia seguinte, a vítima teria ligado na empresa pedindo socorro. Depois não deu mais notícias.

 

Benildes Batista de Almeida desapareceu em 17 de dezembro de 2013. Ela morava na cidade na Espanha e tinha voltado ao Brasil, onde passou cinco meses com a família. A filha dela entrou em contato com a Polícia Federal, que não identificou que ela havia saído do Brasil. Ela era ex-mulher do suspeito.

 

 




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