Cuiabá, Quinta-Feira, 26 de Março de 2026
LAVAGEM DE R$ 200 MILHÕES
26.03.2026 | 17h55 Tamanho do texto A- A+

Sargento aposentado está entre presos em operação; veja nomes

Investigação aponta uso de empresas de fachada para lavagem de dinheiro a líderes de facção

Reprodução

Material apreendido durante cumprimento de mandados

Material apreendido durante cumprimento de mandados

LIZ BRUNETTO
DA REDAÇÃO

Um dos alvos presos pela Polícia Civil nesta quinta-feira (26), no âmbito da Operação Speakeasy, foi o segundo sargento aposentado da Polícia Militar, Edinilton Freitas de Melo. Ele é acusado de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro para líderes de uma facção criminosa em Mato Grosso.

 

Outros presos já identificados são: Balduino Alberto Caporice de Souza, Ângela Maria Santana, Cleiton Oliveira dos Santos, José Maria Santana de Oliveira, Sofia Chauchar e Joyce Kely da Costa. 

 

Ao todo, foram cumpridas 100 ordens judiciais nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e  Pontes e Lacerda, além de Goiânia (GO) e Barueri (SP). 

 

Foram 12 mandados de prisão preventiva, 12 mandados de busca e apreensão, além de 35 sequestros de veículos, 12 suspensões de pessoas jurídicas e 29 bloqueios de contas bancárias. Os mandados foram autorizados pela Vara do Juízo das Garantias da Comarca de Cuiabá. 

 

As investigações, desencadeadas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), foram iniciadas pela Delegacia de Campo Verde em 2024, com a localização de um veículo em nome de uma empresa de Várzea Grande, que estava em posse do líder de uma facção criminosa daquela cidade. O vínculo levou a polícia a descobrir uma conexão direta da empresa com o grupo criminoso.

 

A partir dessa ligação, a investigação identificou que os alvos levantados atuavam na lavagem de dinheiro sob o comando direto de líderes da facção criminosa, alguns presos e outros foragidos da Justiça.

 

Eles se beneficiavam financeiramente dessa prática, ostentando uma vida financeira elevada, com posse de carros e imóveis de alto valor, entretanto sem possuírem profissão registrada ou renda declarada que sustentasse esse padrão social. Alguns estavam ligados à facção, enquanto outros eram integrantes do grupo criminoso.

 

Conforme as investigações, para a lavagem de dinheiro, eram utilizadas empresas fantasmas ou de fachada, principalmente no ramo de bebidas alcoólicas, como distribuidoras de bebidas, comércio de joias e equipamentos eletrônicos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Goiânia (GO), alcançando uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 200 milhões no período entre janeiro de 2021 e 2025.

 

Foram apreendidos veículos de luxo, joias, aparelhos celulares e notebooks. Todo o material e os alvos das prisões foram levados à delegacia para a realização dos procedimentos legais cabíveis. As ordens judiciais foram cumpridas com apoio da Delegacia Regional de Pontes de Lacerda, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo e das unidades da Draco de Sinop, Goiânia e Campo Grande.

 

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