O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), cobrou um posicionamento do MDB em meio à crise envolvendo o presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), e a prefeita do município, Flávia Moretti (PL).

O caso teve início após uma fala de Cerqueira, no último dia 17, quando utilizou a expressão “leitear” ao comentar a relação política da prefeita com aliados. A declaração foi interpretada como misógina e passou a ser apontada como possível caso de violência política de gênero.
O Partido Liberal (PL) protocolou um pedido de cassação do vereador por quebra de decoro parlamentar, enquanto Flávia ingressou com uma queixa-crime por injúria na Justiça.
"A minha cobrança é que o presidente da Câmara é do MDB. Vivo criticando o MDB, critico mesmo, acredito que não combina com o nosso perfil. Então, o que entendo é que a presidente do MDB, seja o nacional, seja estadual ou municipal, tenha que se posicionar sobre um assunto como esse", disse.
O prefeito já havia feito críticas à presidente do MDB em Mato Grosso, deputada estadual Janaina Riva, no início do mês pela sua falta de posicionamento a respeito do comportamento de Cerqueira com Flávia.
Antes do caso recente, o presidente da Câmara já havia feito outros ataques à prefeita, que motivaram o posicionamento de Abilio. Na época ele disse que Janaina fazia uma defesa das mulheres de maneira “seletiva” e desconsidera agentes políticas da direita de Mato Grosso.
Postura “inadmissível”
Ao comentar o caso, Abilio criticou o comportamento adotada por agentes políticos de Várzea Grande e afirmou que atitudes do tipo são “inadmissíveis”, independentemente de quem as pratique.
“Seja o vice-prefeito, seja o presidente da Câmara, seja qualquer um que for, é inadmissível o tipo de atitude que estão tomando com a prefeita”, disse.
Ele também defendeu que críticas à gestão pública são naturais, mas precisam ser feitas com responsabilidade e sem o uso de termos pejorativos ou ofensivos.
“Todo gestor é passível de críticas. A crítica que se faz a mim pode se fazer à prefeita do mesmo jeito. Só que a linguagem tem que ser moderada”, afirmou.
“Se o presidente da Câmara não tem uma postura de ética e decoro, o que se esperar dos demais parlamentares que são guiados por ele?”, questionou.
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