O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou duramente o reajuste de 4,1% nas tarifas de água e esgoto anunciado pela concessionária Águas Cuiabá, que passa a valer no próximo dia 21.

Segundo o gestor, a prefeitura se tornou "refém" de contratos de longo prazo firmados pela gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), que preveem atualizações tarifárias automáticas, retirando o poder de intervenção direta do atual chefe do Executivo.
"A gestão passada fez um contrato que colocou um reajuste automático. Independente da decisão do prefeito, a gestão passada colocou um contrato praticamente de 30 anos com reajuste automático e os critérios de reajuste, eu acredito que são critérios equivocados”, disse o prefeito nesta sexta-feira (6).
Abilio explicou que o contrato possui validade de 30 anos e que a cláusula de reajuste independe de sua assinatura ou sanção, portanto, não sancionará.
“Eu não vou sancionar, eu não vou assinar nenhum aumento nesse sentido, porque eu entendo que se é obrigatório, se está no automático do contrato, o que eu tenho que participar desse processo?”, questionou.
“Então assim, se eles vão fazer isso obrigatoriamente, se eles preveem isso no contrato obrigatoriamente, colocar a minha assinatura lá para chancelar uma coisa que eles fizeram no passado é como se eu estivesse concordando com isso que eles fizeram. E eu discordo com o que eles fizeram e pretendo conversar com a Águas Cuiabá”.
O reajuste foi aprovado pela agência Cuiabá Regula. Segundo o prefeito, a seu pedido, a agência vai rever contrato.
“A forma com que a fórmula está colocada, ela está totalmente fora da realidade, é apenas um percentual amarrado a uma informação para poder justificar a cobrança a mais. Então, eu questionei isso à Cuiabá Regula e as medidas que são necessárias vão ser feitas agora na revisão ordinária”.
“Nós teremos nesse ano a revisão ordinária desse contrato e aí eu pretendo discutir melhor sobre essa situação em defesa do município”, finalizou.
Vídeo:
Entre no grupo do MidiaNews no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).
|
0 Comentário(s).
|