O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que está em tratativas com a concessionária CS Mobi, responsável pelo estacionamento rotativo na Capital, para que a empresa assuma a reforma de casarões históricos no Centro.

A proposta surge como uma medida de compensação ao município dentro do projeto de revitalização da região central, previsto no contrato. Segundo o gestor, a concessionária ficou de analisar a viabilidade técnica e apresentar uma proposta oficial para a execução das obras estruturais.
“A gente está vendo com eles para ver se eles assumem a responsabilidade, como medida de compensação para o município, a reforma de alguns casarões do patrimônio histórico. Eles ficaram de fazer uma análise e fazer uma proposta”, disse Abilio.
“Como o projeto deles é a revitalização de uma parte do Centro, a gente falou ‘olha, nós precisamos reformar alguns casarões, veja se é possível fazer isso. Vocês entram na ação de reformar os casarões e a gente entra com a contrapartida também de prestação’”, completou.
A reunião ocorreu na tarde desta quarta-feira (18) e reuniu a secretária municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, Francyanne Lacerda, representantes do consórcio responsável pelo projeto, dentre outras autoridades.
Abilio tem criticado o contrato desde que assumiu a gestão em 2025. O prefeito apoiou as duas CPIs (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara Municipal de Cuiabá para investigar o contrato e sua licitação, inclusive participando de uma das oitivas.
Segundo a Prefeitura, o encontro “marca um novo momento na relação entre Prefeitura e concessionária e a agenda indica uma tentativa de construção conjunta de soluções que garantam maior retorno social e urbano à população cuiabana”.
Outro ponto sensível abordado pelo prefeito diz respeito à situação dos artesãos que atuavam no Mercado Municipal. De acordo com Abilio, o contrato assinado pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro não previu a cessão de espaços para esses profissionais, estabelecendo apenas o modelo de aluguel.
O prefeito também destacou que não concorda com a cobrança em áreas estritamente residenciais, como ocorre nas vias paralelas ao Hospital Jardim Cuiabá.
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