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AFASTADO PELO STF
14.09.2017 | 10h47 Tamanho do texto A- A+

Alvo de operação, Antônio Joaquim suspende aposentadoria

Conselheiro do Tribunal de Contas afirmou, em nota, que aguardará a conclusão da investigação

Marcus Mesquita/MidiaNews

O presidente do TCE, Antônio Joaquim, que irá suspender aposentadoria

O presidente do TCE, Antônio Joaquim, que irá suspender aposentadoria

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

O presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Antônio Joaquim, anunciou que vai suspender a aposentadoria em razão da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou seu afastamento do cargo.

 

O afastamento foi determinado pelo ministro Luiz Fux, na decisão que resultou na Operação Malebolge, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (14).

 

Antônio Joaquim está entre os conselheiros citados na delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), como suposto beneficiário de propina.

 

O conselheiro está de férias e já havia anunciado que deixaria o TCE a partir de outubro, já que pretende disputar a eleição para o Governo do Estado, em 2018.

 

A decisão judicial me obriga a suspender tal medida, vez que terei que continuar no cargo (afastado do exercício da função) até que seja concluída a investigação

“Como é de conhecimento público, tinha solicitado a minha aposentadoria do cargo (cujo processo encontra-se em trâmite) para retomar a minha vida político-partidária. A decisão judicial me obriga a suspender tal medida, vez que terei que continuar no cargo (afastado do exercício da função) até que seja concluída a investigação”, disse Antônio Joaquim, em uma postagem no seu Facebook.

 

Ainda na nota, o conselheiro disse que nunca recebeu qualquer tipo de vantagem indevida e afirmou que, ao longo de sua vida pública, jamais foi alvo de qualquer denúncia de corrupção.

 

Ele afirmou também que está à disposição do Poder Judiciário e do Ministério Público Federal para esclarecer quaisquer questionamentos.

 

De antemão, disse que teve sua cidadania “sequestrada” pela decisão do STF.

 

“Ao longo de 36 anos de vida pública, sempre pautei a minha conduta pela honestidade, legalidade, legitimidade e transparência nos atos praticados. Em muitos momentos da vida, fui até criticado pela dureza e sinceridade, pois nunca fui um homem dado a dissimulações”, disse.

 

“Tenho profundo respeito pelas instituições e espero que a investigação em curso seja rápida, para que eu possa resgatar a minha cidadania sequestrada por essa decisão”, concluiu o conselheiro.

 

Veja nota na íntegra:

 

"Ao longo de 36 anos de vida pública, sempre pautei a minha conduta pela honestidade, legalidade, legitimidade e transparência nos atos praticados.

 

Sou conhecido pela coerência, franqueza e coragem nos posicionamentos e julgamentos no TCE-MT - onde atuo desde o ano 2000.

 

Em muitos momentos da vida, fui até criticado pela dureza e sinceridade, pois nunca fui um homem dado a dissimulações.

 

Faço os enfrentamentos necessários sempre à luz solar e de cabeça erguida, na perspectiva de ser sempre justo e propositivo.

 

É com essa premissa que recebo a informação do meu afastamento do cargo de conselheiro do TCE-MT.

 

Tenho profundo respeito pelas instituições e espero que a investigação em curso seja rápida, para que eu possa resgatar a minha cidadania sequestrada por essa decisão.

 

Estou a disposição do Poder Judiciário e do Ministério Público Federal para esclarecer quaisquer questionamentos.

 

Sobre as denúncias, reafirmo que nunca recebi nenhuma vantagem indevida para exercer o cargo que ocupo e nunca autorizei qualquer pessoa a falar em meu nome. Lembro que ao longo de toda a minha vida pública nunca fui alvo de qualquer denúncia de corrupção.

 

Como é de conhecimento público, tinha solicitado a minha aposentadoria do cargo (cujo processo encontra-se em trâmite) para retomar a minha vida político-partidária.

 

A decisão judicial me obriga a suspender tal medida, vez que terei que continuar no cargo (afastado do exercício da função) até que seja concluída a investigação."

 

Leia mais sobre o assunto:

 

 

STF afasta cinco conselheiros do TCE; expediente foi suspenso

 

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caren  18.09.17 20h59
caren, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas
Chico  14.09.17 11h43
É bom ficar mesmo porque ai tem Foro por Prerrogativa de Função, ou Foro Privilegiado, assim fica só afastado e não preso (se caso for ocorrer). Esperto né!?
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rosa maria  14.09.17 11h26
rosa maria, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas