Cuiabá, Terça-Feira, 31 de Março de 2026
APÓS DENÚNCIA
31.03.2026 | 08h10 Tamanho do texto A- A+

Abilio nega venda de Monjauro em UPA: “Recomendar é diferente”

Prefeito afirmou que investigação interna não encontrou provas da venda; paciente não quis fazer boletim

Victor Ostetti/MidiaNews

O prefeito Abilio Brunini, que disse não encontrar indícios da venda do medicamento

O prefeito Abilio Brunini, que disse não encontrar indícios da venda do medicamento

GIORDANO TOMASELLI E VITÓRIA GOMES
DA REDAÇÃO

O prefeito Abilio Brunini (PL) afirmou que as investigações preliminares da Prefeitura de Cuiabá não encontraram indícios de que houve tentativa de venda do medicamento Monjauro por parte de uma médica dentro de uma unidade de saúde. 

 

A médica não tentou vender esse medicamento para ela. Recomendar é diferente de vender

A denúncia foi feita por uma paciente na semana passada, durante a inauguração da Unidade de Saúde da Família do Pedregal. 

 

Segundo Abilio, o caso parece ser um equívoco de interpretação por parte da paciente, que teria confundido uma recomendação médica com uma oferta comercial.

 

O prefeito ressaltou que "recomendar é diferente de vender" e destacou que profissionais de saúde têm liberdade para receitar medicamentos mesmo que não constem na lista do SUS.

 

“Ao que tudo indica, não é o que ela disse. A médica indicou uma medicação para o tratamento de saúde dela e acredito que a recomendação provavelmente está certa. Agora, a venda do remédio lá dentro, a gente não está encontrando indícios disso e a nossa investigação interna não está apontando que houve qualquer tentativa de venda de medicamento dentro das nossas unidades de saúde”, disse.

 

“A médica não tentou vender esse medicamento para ela. Recomendar é diferente de vender”, acrescentou.

 

Paciente negou fazer BO

 

Segundo Abilio, a paciente ainda teria se negado a registrar um boletim de ocorrências para que a denúncia feita fosse apurada. 

 

Diante da gravidade da acusação, o prefeito informou que o caso será encaminhado ao Conselho Regional de Medicina (CRM) para garantir a defesa da profissional envolvida, cujo nome foi preservado. 

 

“Aí terminou aquela entrevista, a gente foi chamar aquela paciente para fazer o boletim de ocorrência e ela não quis ir. Mas fizemos um registro”, afirmou.

 

“Agora, cabe à Polícia, se entender, necessário, chamar a paciente e investigar, nossa parte a gente fez. Nós vamos encaminhar o Conselho Regional de Medicina também para defender a profissional que talvez possa ser acusada”, encerrou.

 

Agora, o processo seguirá as instâncias administrativas do SUS e policiais, caso as autoridades entendam necessário o aprofundamento. 

 

Veja o vídeo:

 

 

Leia mais:

 

Paciente acusa médica de vender Mounjaro; Abilio pede apuração

 

Entre no grupo do MidiaNews no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).




Clique aqui e faça seu comentário


COMENTÁRIOS
0 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:
Marque "Não sou um robô:"
ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. Comentários ofensivos, que violem a lei ou o direito de terceiros, serão vetados pelo moderador.

FECHAR

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia