O presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), Diogo Leite Sampaio, notificou a Prefeitura de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Saúde para obter detalhes sobre a denúncia de que uma médica teria tentado vender o medicamento Mounjaro dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

O caso ganhou repercussão nesta segunda-feira (23), após a paciente Viviane Siqueira Santana interromper uma agenda pública do prefeito Abilio Brunini (PL) para relatar o episódio.
Segundo a moradora, a profissional teria oferecido o remédio para perda de peso enquanto ela buscava atendimento para dores agudas, sugerindo que o problema era causado pela obesidade.
Em nota, o CRM-MT ressaltou que, até o momento, não recebeu nenhuma denúncia formal em seus canais oficiais, mas que agirá de ofício para investigar possíveis infrações ao Código de Ética Médica.
“Diante da gravidade dos fatos narrados — ainda que baseados, até o momento, exclusivamente em relato unilateral — o CRM-MT informa que irá oficiar a Prefeitura de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Saúde para obter informações oficiais e detalhadas sobre o episódio, incluindo eventual identificação da profissional envolvida e a existência de procedimento administrativo instaurado”, diz trecho da nota.
A autarquia ponderou que a apuração deve ser criteriosa e baseada em elementos concretos, assegurando o direito à ampla defesa para evitar conclusões precipitadas sobre o relato unilateral.
“O CRM-MT reforça que situações dessa natureza exigem apuração criteriosa, com base em elementos concretos, assegurando o devido processo legal e o direito à ampla defesa, evitando-se conclusões precipitadas”, diz outro trecho.
Reação de Abilio
Após o relato da mulher, Abilio afirmou que acompanharia a paciente à delegacia para o registro de um boletim de ocorrência e garantiu que, uma vez identificada, a profissional será afastada imediatamente das unidades municipais.
“Nós vamos com você fazer um boletim de ocorrência, vamos registrar isso, você vai dar o nome do profissional e vamos investigar. Se isso aconteceu, o profissional já pode sair das nossas unidades, ele não vai trabalhar nas nossas unidades”, disse Abilio à denunciante.
Viviane afirmou que não foi a única vítima da abordagem e que o comportamento da médica seria recorrente com outros pacientes que, por falta de orientação, acabam não denunciando a prática irregular no serviço público.
Leia a nota na íntegra:
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso (CRM-MT) tomou conhecimento de relatos divulgados nesta segunda-feira (23), em Cuiabá, envolvendo uma paciente que alega ter sido abordada por uma médica da rede pública com suposta oferta de comercialização do medicamento durante atendimento em unidade de saúde.
De acordo com as informações tornadas públicas, a denúncia foi apresentada diretamente ao prefeito Abilio Brunini, que anunciou a adoção de medidas para apuração do caso.
Diante da gravidade dos fatos narrados — ainda que baseados, até o momento, exclusivamente em relato unilateral — o CRM-MT informa que irá oficiar a Prefeitura de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Saúde para obter informações oficiais e detalhadas sobre o episódio, incluindo eventual identificação da profissional envolvida e a existência de procedimento administrativo instaurado.
O Conselho ressalta que não recebeu, até o momento, qualquer denúncia formal relacionada ao caso em seus canais institucionais.
O CRM-MT reforça que situações dessa natureza exigem apuração criteriosa, com base em elementos concretos, assegurando o devido processo legal e o direito à ampla defesa, evitando-se conclusões precipitadas.
Por fim, o Conselho reafirma seu compromisso com a ética médica e informa que, caso sejam apresentados indícios consistentes de infração ao Código de Ética Médica, adotará as medidas cabíveis.
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